- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
O dia 4 de julho marca uma das datas mais importantes da história do Corinthians. Em 2026, serão completados 14 anos da conquista da Libertadores de 2012, quando o clube derrotou o Boca Juniors por 2 a 0, no Pacaembu, e levantou pela primeira vez o principal troféu do continente sem sofrer nenhuma derrota durante a campanha.
Responsável por comandar a arbitragem daquela decisão, o colombiano Wilmar Roldán voltou a relembrar a partida recentemente. Durante uma participação em um evento promovido pela ESPN Colômbia, o árbitro classificou o ambiente encontrado no estádio corintiano como o mais intimidador que já presenciou ao longo de sua trajetória profissional.

Naquela noite histórica, quase 38 mil torcedores estiveram presentes no Pacaembu para apoiar o Corinthians na busca pelo título inédito. Muito antes do início da partida, a Fiel já transformava as arquibancadas em um verdadeiro caldeirão, com festas, fogos de artifício, cantos incessantes e um mosaico que exibia a frase “Vai, Corinthians” nas cores tradicionais do clube.
O cenário era favorável ao time comandado por Tite. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, realizado na La Bombonera, bastava uma vitória simples para garantir a taça. Na Argentina, Romarinho havia marcado nos minutos finais e deixado a decisão completamente aberta para o confronto em São Paulo.
Empurrado pela torcida, o Corinthians começou a partida buscando o ataque. Durante a etapa inicial, o meia Alex tentou surpreender em algumas finalizações de média e longa distância, mas sem exigir grandes intervenções da defesa adversária.
Depois do intervalo, o Timão aumentou a intensidade e passou a explorar com frequência as jogadas aéreas. A estratégia acabou dando resultado logo nos primeiros minutos do segundo tempo.
Aos oito minutos, Alex levantou a bola na área. Após uma tentativa frustrada de corte da defesa argentina, Danilo participou da jogada com um toque de calcanhar que deixou Emerson Sheik em condições ideais para finalizar e abrir o marcador diante do goleiro Orión.
Pouco tempo depois, o atacante voltou a aparecer decisivamente. Aproveitando um erro na saída de bola do experiente Schiavi, Sheik recuperou a posse ainda no campo ofensivo, avançou em direção à área e bateu com precisão para marcar o segundo gol da partida, resultado que confirmou a conquista continental do Corinthians.
Reconhecido como um dos principais árbitros da América do Sul, Wilmar Roldán chegou àquela final já ostentando grande prestígio no cenário internacional. Ao longo da carreira, o colombiano acumulou participações em duas Copas do Mundo, quatro decisões de Libertadores, diversas partidas das Eliminatórias Sul-Americanas e seis edições da Copa América.
Em confrontos envolvendo o Corinthians, Roldán esteve presente em oito oportunidades. Nesse período, o clube registrou quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. O árbitro distribuiu 23 cartões amarelos e expulsou três jogadores nos jogos em que apitou a equipe alvinegra.