Demitido do Corinthians em setembro, um dia depois da derrota para o Palmeiras, na Neo Química Arena, Tiago Nunes deixou o clube com 28 jogos: dez vitórias, dez empates e oito derrotas, com 45,6% de aproveitamento. Além dos maus resultados, o treinador teve problemas com jogadores do elenco, o que foi determinante para o presidente Andrés Sanchez decidir pela demissão.
O treinador concedeu entrevista à ESPN Brasil nesta sexta (04) e contou se teve algum arrependimento de ter saído do Athletico-PR, onde tinha currículo vencedor e vivia grande fase com o time. Tiago afirmou que precisava dirigir um time com a representatividade do Corinthians.
“Não, de maneira alguma, zero arrependimento, até porque foi uma decisão muito pensada. Eu, quando vou mudar meu rumo profissional, penso no melhor e no pior cenário. Eu dimensionei que, se desse certo, abriria portas no Brasil e fora. E, se desse errado, sofreria críticas e geraria uma interrogação sobre mim. A gente ainda tem no Brasil, e em outros lugares, o ‘melhor treinador da semana’. Você tá sendo julgado semanalmente, e isso não é o que interfere na minha carreira. Eu precisava dessa experiência de dirigir um clube com essa representatividade e cobrança e exposição para entender o que é estar na alça de mira de opinião pública. (O Corinthians) me trouxe aprendizado e confiança para lidar nos próximos trabalhos, para não voltar a cometer erros que tive lá, de gestão e de ideias.”
Perguntado se voltaria para o time paranaense e para o Corinthians, o treinador ponderou que apesar da saída conturbada do Furacão, ele sente que vai voltar, mas para o Corinthians, vai depender do que acontecer de agora em diante.
“Não tenho nenhuma restrição em relação ao Corinthians. E, sobre o Athletico, tenho certeza que vou voltar. Não tenho a mínima noção de quando. Minha saída foi conturbada, não foi fácil sair, eu também conduzi de maneira errada. Fiquei com muita raiva do presidente na época. Foi ruim meu modo e o deles, ficou uma situação ruim nesse sentido. Mas criei vínculos com as conquistas, vou voltar daqui 15, 10, 20 anos. No Corinthians, não sei, porque o clube se transforma. Não foi como eu gostaria, e isso me provoca para tentar conquistar um caminho. Mas isso é incontrolável. É deixar na mão de Deus e merecer ser convidado, se não no Corinthians, num outro clube desse tamanho”, concluiu.
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