Na noite desta quinta-feira (27), o Corinthians voltou à quadra pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Jogando no Ginásio Wlamir Marques lotado pela Fiel torcida, o Alvinegro recebeu o Campo Mourão pela volta das semifinais da competição e, após sofrer dois gols relâmpago no início, conseguiu a virada ainda no primeiro tempo, vencendo por 3 x 2. Os gols foram marcados por Marlon, Israel e Maicon.
Após a partida, diversos personagens da vitória alvinegra foram ouvidos pelo canal GOAT, que transmitiu o duelo. Dois em particular, o ídolo e camisa 10 Deives e o treinador Fernando Malafaia, fizeram discursos em defesa do futsal corinthiano, estendendo os argumentos em direção a todas as outras modalidades do Parque São Jorge – cuja manutenção em 2026 tem sido ameaçadas por promessas de cortes de verbas por parte da diretoria.

A fala de Deives veio em um contexto onde o artilheiro exaltou a boa temporada do futsal, recordando o trabalho de todos os envolvidos na modalidade e citando também o basquete, outro esporte onde o Timão tem larga tradição. “Cinco competições e cinco finais para o futsal do Corinthians. Isso é muita coisa. Mostra a tradição do nosso esporte dentro do clube, assim como o basquete também, que tem ídolos, tem uma história gigantesca. No futsal tem pessoas que lutam demais. e respeitam demais a história, e fazem o torcedor vir aqui, porque o torcedor acaba se sentindo representado”, disse.
Deives prosseguiu, reforçando a alegria que vem sentindo na última temporada da sua carreira, que definiu como sendo muito melhor do que imaginava: “É uma história, um casamento que deu muito certo, né? São quase dez anos, são nove ligas, e eu consegui participar da quarta final com o Corinthians. É a 23ª final com essa camiseta. Desde quando eu joguei contra o Barbosa, a gente não sabe, e não sabia quando seria o último. É um sentimento de gratidão demais, demais. Esse clube pra mim faz parte da minha vida. Eu sou muito feliz aqui.”
O camisa 10 ainda voltou a falar do seu sentimento de gratidão por tudo que vem vivendo. “Sou grato, cara. Agradecer a Deus por tudo que Ele faz na minha vida. E terminar uma reta final desportiva dessa maneira aqui, num clube gigantesco, com esse carinho aqui, com esses caras do meu lado, está sendo prazeroso demais e vou desfrutar o máximo possível para ver se a gente termina o ano com os títulos. É isso que a gente quer. Tá bonito demais, cara”, concluiu.
O treinador corinthiano também falou sobre o tema. Ao comentar o jogo à LNF TV, Fernando Malafaia exaltou a presença maciça da Fiel nesta quinta-feira, além de se declarar ao Corinthians e afirmar que o clube tem potencial para ser “gigante” em todas as modalidades. Ele também elogiou o nível da partida contra o Campo Mourão:
“Dois espetáculos aqui hoje. Primeiro, a festa dessa torcida — o Corinthians é impressionante. Quando o clube entender a própria grandeza, seremos imbatíveis em todas as modalidades. O segundo espetáculo foi o jogo: minha equipe mostrou superação. Começamos mal, reconstruímos a partida, alguns jogadores oscilaram, mas todos acreditaram que era possível fazer acontecer. Conseguimos a virada ainda no primeiro tempo. O adversário foi muito forte, o jogo ficou aberto, criamos chances, não aproveitamos, e a partida seguiu intensa.”
Ele prosseguiu, falando sobre a evolução da equipe ao longo da temporada: “Minha equipe foi extraordinária na marcação. Desde que cheguei aqui, em maio do ano passado, identificamos pontos importantes para resgatar a identidade do Corinthians. O clube tinha sido campeão, mas havia perdido um pouco dessa essência. Trabalhamos nisso com contratações pontuais e jogadores que entenderam a necessidade de elevar seu nível. Trouxemos o Renato, o Rick e depois o Marlon, que foram fundamentais para fortalecer o grupo. Nada acontece por acaso; tudo vem sendo construído desde o ano passado.”
Malafaia também fez elogios ao trabalho feito em conjunto pelos atletas e comissão técnica, considerando o saldo positivo independente dos resultados nas decisões da LNF e do Paulista. “Neste ano, disputamos cinco competições e chegamos às cinco finais. Dizer que não foi um bom ano não faz sentido. Existe uma relação saudável entre a comissão técnica e os atletas. Cobro sempre, mas eles entendem que estamos na mesma direção. Se algo não agrada, conversamos. É um aprendizado mútuo”, finalizou.
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