O Coletivo Voz Corinthiana, grupo de associados e torcedores do Corinthians que se uniram para elaborar propostas de mudanças ao estatuto do Corinthians, divulgou uma nota oficial neste sábado (6), avaliando os debates promovidos na segunda audiência pública da reforma estatutária do clube, realizada no dia anterior na sala de imprensa da Neo Química Arena.
O texto destacou o que chamou de “apagão” de transparência, uma vez que a presidência do Alvinegro optou por não responder aos pedidos de conselheiros para realizar a transmissão da reunião na Corinthians TV, mesmo tratando-se de um tema de interesse de boa parte da torcida: o direito de voto do sócio do programa Fiel Torcedor.

Além disso, também houve críticas ao baixo quórum de conselheiros presentes, considerado pelo coletivo aquém do ideal para a relevância do assunto. No entanto, também houve espaço para o reconhecimento do consenso estabelecido sobre a necessidade de implementar o voto do FT. Tal consenso fez com que Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD), sinalizasse que a opção contrária a esse direito de voto será retirada do anteprojeto da reforma estatutária.
O grupo também listou pontos que foram majoritariamente apoiados durante a audiência, alinhados com suas próprias propostas. Exemplos citados foram a não cobrança de taxa extra para o voto; a carência de dois a três anos de fidelidade para votar; a abrangência do voto para eleições tanto para Presidente quanto para os membros do CD; e a regra de transição que permita a votação já em 2026 para quem cumpra os requisitos.
Outro ponto destacado foi a declaração de Tuma sobre a possibilidade de acabar com a eleição de novos conselheiros vitalícios e reduzir o número de conselheiros eleitos para 150. Apesar do destaque, o coletivo lembrou que sua proposta é ainda mais profunda, incluindo a extinção imediata das cadeiras vitalícias e a redução do CD para 100 membros eleitos.
A nota também expressou preocupação com a sugestão feita durante a audiência de usar a data extra do calendário de debates para apresentação de dados numéricos oficiais antes de definições concretas sobre o voto do FT. Para o grupo, a falta de números não pode servir de “escudo para a inércia”, e as propostas deveriam ter sido apresentadas para avançar o debate.
O texto foi concluído com uma cobrança de que o consenso em torno do voto do torcedor seja convertido em texto estatutário “de forma justa, inclusiva e sem ‘pegadinhas’ operacionais”, além de cobrar os conselheiros a participarem das próximas audiências. Vale lembrar que a próxima reunião acontece nesta segunda-feira (8), no Parque São Jorge, para debater o rito estatutário da análise a aprovação de uma SAF no Corinthians.
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