- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
O Corinthians anunciou, na noite deste domingo (5), a demissão do técnico Dorival Júnior. A decisão foi tomada após a equipe alcançar uma sequência de nove partidas sem vitória, agravada pela derrota por 1 a 0 para o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro.
Dorival havia assumido o comando do time em 28 de abril de 2025, pouco tempo depois de deixar a Seleção Brasileira, ocupando a vaga deixada por Ramón Díaz. Ele encontrou um Corinthians em baixa, eliminado da pré-Libertadores e com dificuldades de desempenho, mas conseguiu conduzir o clube à conquista do tetracampeonato da Copa do Brasil.

Após quase um ano à frente da equipe, o treinador se despede com o time ocupando a 16ª posição no Brasileirão. A temporada de 2026 começou com um título, da Supercopa do Brasil, mas o rendimento caiu, especialmente durante o Campeonato Paulista.
Com a saída, William Batista, técnico do Sub-20, assume interinamente os trabalhos e inicia a preparação da equipe para a estreia na Copa Libertadores. O Corinthians encara o Platense, da Argentina, na próxima quinta-feira.
A chegada de Dorival ao clube aconteceu em um momento delicado para ambos. O treinador vinha de demissão da Seleção Brasileira, enquanto o Corinthians, apesar de campeão paulista em 2025, havia sido eliminado na pré-Libertadores e ocupava apenas a 13ª colocação no Brasileirão.
Na véspera de sua apresentação, o Timão sofreu uma goleada por 4 a 0 diante do Flamengo, no Maracanã. Mesmo assim, Dorival foi ao encontro do elenco e afirmou que o grupo brigaria pelo título da Copa do Brasil naquele ano.
Ele iniciou sua trajetória com o time somando sete pontos em seis jogos no Campeonato Brasileiro e com campanha irregular na Copa Sul-Americana. Sua estreia foi justamente pela Copa do Brasil, em vitória por 1 a 0 sobre o Novorizontino, fora de casa. No Brasileirão, logo em seguida, venceu o Internacional por 4 a 1. Nos primeiros dez compromissos, acumulou cinco vitórias, três empates e duas derrotas.
No cenário internacional, porém, os resultados não foram suficientes. O Corinthians empatou com o América de Cali, venceu o Racing-URU e perdeu para o Huracán, sendo eliminado da Copa Sul-Americana.
Ao longo de 2025, ficou evidente que o foco da equipe estava voltado à Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, o desempenho foi irregular: em 30 partidas sob o comando de Dorival, o time conquistou apenas nove vitórias, além de dez empates e 11 derrotas, terminando na 13ª colocação.
Já no torneio mata-mata, a campanha foi consistente. O Corinthians eliminou Novorizontino, Palmeiras e Athletico Paranaense sem sofrer gols. A defesa só foi vazada na semifinal, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro — resultado que levou a decisão para os pênaltis, onde o Timão avançou.
Na final, após empate sem gols na Neo Química Arena contra o Vasco, a equipe venceu o jogo decisivo no Maracanã por 2 a 1, garantindo o título e encerrando um jejum de oito anos sem conquistas nacionais. Foi também a quarta Copa do Brasil da carreira de Dorival Júnior.
O início da temporada seguinte foi marcado por dificuldades. O calendário apertado, o elenco reduzido e problemas físicos de jogadores importantes, como Memphis Depay, Rodrigo Garro e Yuri Alberto, impactaram o rendimento da equipe. Mesmo assim, o Corinthians conquistou a Supercopa do Brasil ao vencer o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto.
Com o passar das rodadas, no entanto, o desempenho caiu. Mesmo com a chegada de sete reforços, o time entrou em uma sequência negativa. A última vitória foi em 19 de fevereiro, quando superou o Athletico-PR por 1 a 0. Desde então, foram nove jogos sem vencer — algo que não acontecia desde 2007.
Nesse período, o Corinthians também acabou eliminado precocemente no Campeonato Paulista, somando cinco empates e quatro derrotas. As derrotas para Fluminense e Internacional, últimas partidas sob o comando de Dorival, evidenciaram o momento ruim, com atuações abaixo do esperado e pouca criatividade ofensiva.
Dorival Júnior deixa o clube com dois títulos conquistados e um total de 66 jogos disputados, três deles comandados por seu auxiliar e filho, Lucas Silvestre.
Os números do treinador são:
Jogos disputados: 63
Aproveitamento: 49,74%
Vitórias: 25
Empates: 19
Derrotas: 19
Gols marcados: 67 (média de 1,06 por jogo)
Gols sofridos: 56 (média de 0,89 por jogo)
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