- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na manhã do último sábado, 11 de outubro, o Corinthians recebeu o Red Bull Bragantino no Estádio Alfredo Schürig, Fazendinha, em partida de volta das oitavas de final do Campeonato Paulista de 2025, e foi derrotado pelo placar de 3 x 0. O resultado eliminou os Filhos do Terrão do estadual, uma vez que foram superados por 3 x 2 na soma dos dois jogos.
Após a partida, o técnico do Timãozinho Sub-17 concedeu uma entrevista exclusiva à página Filhos do Terrão foi questionado sobre a avaliação da temporada 2025 da equipe. No Campeonato Brasileiro, o Alvinegro foi eliminado na última rodada da fase de classificação após um revés para o Flamengo, em casa, depois de permanecer na maior parte do tempo entre os oito.

No Torneio Andaluzia Sub-18, realizado na Espanha em meados de setembro, o Alvinegro foi eliminado nas quartas de final após uma derrota nas penalidades para o Barcelona por 5 x 4: “No que diz respeito aos nossos resultados esportivos, a gente ficou bastante frustrado, bastante decepcionado com o que a gente entregou. A gente sabe e tem consciência que o Corinthians tem que entregar mais do que isso em termos de resultados esportivos“, iniciou.
Em seguida, fez uma análise da derrota para o time de Bragança Paulista citando a vantagem, que não foi sustentada, construída no jogo de ida, realizado no último sábado (4), em Atibaia. O comandante detalhou sobre a estratégia para o duelo decisivo, lamentando a perda do controle da partida após tomar o primeiro gol do Massa Bruta.
“A gente fez um bom resultado lá. A gente sabe que o confronto era um confronto muito duro. A equipe do Red Bull é uma equipe muito qualificada. Era um jogo de igual para igual: duas equipes com muita qualidade individual, com muito recurso coletivo, muita variação coletiva e também muito talento individualmente. Com bons trabalhos dos dois lados. A gente sabia que os 2 a 0 no primeiro jogo não garantia nada. Tanto que a postura nossa pós-jogo foi uma postura de bastante pé no chão e de trabalhar e focar no jogo de hoje. Fizemos uma estratégia até similar com o que foi no primeiro jogo e os primeiros 20 minutos eles se desenrolaram muito parecidos com o que foi o jogo de lá. A gente controlando bem o jogo.”
“Mas a partir do momento que a gente toma o gol, aí as coisas acontecem simultaneamente. A gente toma o primeiro gol e o nosso time perde um pouco de verticalidade. A gente começa a querer ter mais a bola para gastar o tempo para fazer o jogo andar. Nisso a gente traz o Red Bull um pouco mais para o nosso campo, dá mais confiança para a equipe deles e a gente acaba perdendo o controle do jogo. No final do primeiro tempo a gente volta a retomar um pouco do controle, mas no início do segundo tempo a gente já toma o segundo gol e aí desestabiliza emocionalmente de novo”, continuou.
Posteriormente, Laruccia citou o componente emocional que, segundo ele, acaba interferindo principalmente nessa faixa etária. O comandante também respondeu se a ida para a Europa em meio às disputas do Campeonato Brasileiro e Paulista interferiu em ambas eliminações.
“Nessa idade o componente emocional é muito pesado, ele interfere muito no jogo. Os meninos estão sendo preparados para desafios futuramente, mas situações como essa são comuns e acontecem nessa faixa etária, de se perder emocionalmente. A gente vê muitas vezes até no profissional acontecendo. A parte física não é um motivo para olhar e se preocupar. Porque, como eu falei, as duas equipes estão bem niveladas até com relação a calendário também. O que a gente teve a mais foi a viagem para a Espanha, mas não interfere muito.”
Raphael Laruccia também destacou o trabalho feito com a transição de alguns atletas para a categoria Sub-20 e até mesmo em relação ao time profissional, destacando que o trabalho não pode ser somente definido se a equipe ganhou ou não determinado torneio, uma vez que categorias de base a questão da formação do atleta é prioridade.
“Quando a gente olha para resultados de transição de categoria, de projeção de atleta, a gente ficou muito satisfeito. No primeiro semestre a gente já tinha batido todas as nossas metas que a gente tinha traçado de atletas subindo de categoria e de projeção de atletas também. A gente acredita que potencializou muito jogador. Jogador que era pouco falado na base, pouca gente conhecia, hoje são tidos como grandes joias do clube. Então isso a gente reconhece também. Sabe do valor que tem e a gente fica feliz com o resultado.”
“Quando um atleta ganha destaque a gente fica muito satisfeito porque é fruto do trabalho. É fruto também do nosso trabalho coletivo e é fruto do esforço e dedicação individual do atleta no dia a dia. Por acreditar no trabalho, comprar as ideias. A gente fica muito feliz quando começa a despontar bastante jogador individualmente porque a gente sabe que isso é resultado de um trabalho coletivo muito bem feito. E os resultados financeiros também. A gente teve a venda de um jogador, não vou entrar no mérito de como foi a venda, mas também dinheiro em caixa para o clube que a gente conseguiu colocar. Teve uma no ano passado, do Denner, teve outra esse ano, do Furquim. Querendo ou não, são praticamente R$100 milhões que entram para o clube e esse também é um objetivo do nosso trabalho.”
Por fim, ressaltou que muitas vezes a equipe acabou sofrendo com desfalques, seja por necessidades do Sub-20 ou até mesmo lesões, como a do atacante Gui Bom, que marcou 11 gols em 14 jogos em 2025 e só retorna aos gramados no ano que vem.
“O que eu olho é a quantidade de jogadores que a gente perdeu ao longo do ano. Se a gente pegar o time que iniciou e o time que terminou, a gente perdeu jogador por lesão, por transferência. Mudou bastante o time. A gente teve dificuldade de manter a mesma escalação, de dar uma sequência com a mesma escalação por muito tempo.”
“Algumas perdas nos alegram, a gente fica feliz porque às vezes é atleta que sobe para o profissional, às vezes sobe de categoria para o Sub-20. Isso é muito positivo e faz parte do nosso trabalho. E outras perdas são por lesão, por infelicidade. E são lesões acidentais, lesões de choque, de trauma, que acontecem.”
Agora, a categoria Sub-17 do Corinthians, após passar este ano em branco, retorna aos gramados somente em 2026 para as disputas do Campeonato Paulista e Brasileirão.
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