Técnico do Corinthians comenta planejamento para temporada, renovação de Angileri e importância de laterais

  • Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

No começo da tarde desta segunda-feira (4), quase três dias após a conquista da Supercopa do Brasil, diante do Flamengo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pelo placar de 2 x 0, o técnico do Corinthians, Dorival Júnior, concedeu entrevista no CT Dr. Joaquim Grava, e comentou sobre diversas pautas relacionados ao clube.

Inicialmente, o comandante do Corinthians foi questionado sobre o planejamento da equipe para a temporada, projetou a disputa do Campeonato Brasileiro, ressaltou a necessidade da chegada de reforços, renovação do lateral-esquerdo Fabrizio Angileri, importância de Matheuzinho e Matheus Bidu, ascensão de André Luiz, composição de meio campo com Rodrigo Garro e Breno Bidon, entre outros assuntos.

Confira abaixo as respostas do técnico Dorival Júnior, do Corinthians, em coletiva:

Relembra chegada ao clube, planejamento para a temporada e necessidade de reforços

“Bom, primeiro é que era uma situação que vinha incomodando a todos nós, até porque toda semana a primeira notícia estampada era justamente algo relacionado ao Corinthians, de uma forma às vezes negativa, pejorativa em outras. Enfim, isso daí vinha realmente incomodando a todos nós. Eu acho que de uma maneira ou de outra, nós começamos a alterar um pouquinho esse padrão de comportamento que vinha existindo e eu acho que foi um fato importante. O que eu tenho é que sempre passar ao torcedor aquilo que seja o correto e de uma maneira mais clara possível. Eu acho que nós temos que ter um entendimento, que nós estamos num processo de montagem ainda do nosso grupo, do nosso elenco. Nós não temos um elenco completo. Precisamos ter mais atletas, melhorarmos e qualificarmos o nosso grupo. Eu acho que, quando você tem uma boa equipe, você briga às vezes por taças.”

“Quando você tem um grande elenco, você consegue se colocar em condições de poder brigar por algo maior, por campeonatos. E eu acho que é um momento que o Corinthians tem que se definir nessa condição. Ou nós daremos um passo um pouco maior ou manteremos esse trabalho. Até porque não é simples você compor um elenco, nós temos aí hoje 12, 13 jogadores das categorias de base, que é um típico trabalho que eu gosto de executar, desenvolver. Eu acho que eu tenho muita paciência com esse tipo de situação e foi em cima desses jogadores que nós pautamos no ano anterior, nos momentos mais complicados e difíceis que tivemos, e nos deram uma boa resposta. O que a gente precisa agora é de um passo também tão importante quanto mantermos e valorizarmos esses jovens. Mas, acima de tudo, também temos mais alguns elementos que possam reforçar e melhorar a capacidade da nossa equipe.”

Projeção do Campeonato Brasileiro de 2026

“É justamente por isso que eu falei anteriormente que, se nós não estivermos atentos, não melhorarmos, não focarmos na melhora do nosso grupo, você vai correr riscos, sim, porque é um campeonato muito perigoso, é um campeonato muito complicado. O próprio Campeonato Paulista se mostra dessa maneira, então nós não podemos ficar achando que as coisas estão resolvidas e o ano de 26 vai ser melhor do que o ano de 25. Não, é uma ilusão. O futebol é muito dinâmico e ele tem que ser sempre monitorado de uma maneira em que você não perca os caminhos que você precisa encontrar para poder chegar em objetivos, e nós temos a obrigação de estarmos ligados, querendo melhorar a todo momento.”

“Buscando tudo que possa ser feito dentro e no entorno do centro de treinamento para que as cobranças que deverão ser ainda maiores esse ano possam também caber dentro daquilo que esteja ao nosso alcance, para que entreguemos algo um pouco melhor ao torcedor. Eu acho que nós temos que continuar trabalhando dessa forma, insistindo, querendo mostrar a todo momento as carências e as necessidades que nós temos para que, se Deus quiser, futuramente nós tenhamos um grupo ainda mais forte em condições de poder brigar por algo maior e melhor.”

Calendário brasileiro cada vez mais apertado

“Olha, eu acho que é um calendário difícil para todo mundo. Não é confortável, não é uma situação tranquila. Nós já tivemos, praticamente, logo depois do jogo da Ponte Preta, que já foi um jogo difícil, mais três clássicos: RB Bragantino, na sequência, Santos, São Paulo e agora, Palmeiras. O campeonato que está exigindo muito das equipes que foram até um pouquinho mais tarde no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Está sendo difícil de você poder administrar tudo isso, porque as necessidades de uma partida e, logo na sequência, já com o Brasileirão aí praticamente em andamento. Então, nós estamos aprendendo a conviver com uma nova situação. Essa é a realidade.”

“Por isso que eu falo que nós temos que ter um elenco um pouco mais composto, um pouco mais preenchido para que nós possamos ter condições e disputar competições em igualdade com as demais equipes. Nós não podemos ficar no meio do caminho. Nós temos que ter uma decisão daqui para frente, aonde nós vamos tentar chegar. Nós vamos continuar o trabalho independente do que aconteça com todos os jogadores que aqui estão, tentando valorizar e melhorarmos, qualificando individualmente a capacidade de cada um, para que coletivamente a gente ganhe de alguma forma.”

Como enxerga a possibilidade de deixar um legado no Corinthians?

“Olha, assim, eu nunca planejei muito a minha vida. Eu sou muito sincero com vocês e eu ouço falar muito a respeito de planejamento e desenvolvimento de carreira. Eu nunca fiz isso. Eu sempre deixei que as coisas acontecessem. Eu tentei me preparar o máximo possível, estudei de todas as formas. Apanhamos muito no dia a dia, na nossa formação, até porque nós nunca tivemos um curso específico para determinada função. Isso nunca existiu. O que eu entendi é que, você, sendo um professor de educação física, você estaria apto a ser futuramente um treinador de futebol, até porque naquela época eu nem sabia se seria um atleta profissional, também ainda nessa essa entressafra entre categorias de base e o profissional da Ferroviária de Araraquara. Então, eu tentei me preparar muito e fui fazer educação física, que era um curso que me daria a possibilidade, se não conseguisse ser atleta, de repente participar de uma comissão técnica, ser um preparador, um auxiliar ou alguma coisa desse tipo. Na época, nem existia essa função de auxiliar técnico, mas eu queria estar no meio de uma comissão técnica de futebol. E, graças a Deus, a minha carreira foi sendo direcionada, levada para esse lado de atleta. Depois de 19 anos como atleta, tive a oportunidade de ser aí treinador, um pouco antes, tive aí quase um ano como executivo de futebol do Figueirense. Então, para mim, foi uma vivência interessante, uma preparação dentro de todo esse período.”

“Nos últimos cinco, seis anos, eu prestava muita atenção nas reações dos meus treinadores, o que faziam, o que o elenco não gostava, o que gostavam. Anotava treinamentos, melhorava alguns treinamentos dentro da minha visão e, com isso, eu comecei já estreando num clube de Série A, que foi o Figueirense. Então, para mim, foi um passo muito importante e acredito que tenha construído uma carreira que me deu um retorno muito alto em termos de conhecimento e de entendimento. Essa minha preparação foi fundamental para que eu pudesse me desenvolver como profissional, dirigir aí a maioria dos clubes brasileiros e isso, para mim, é um prazer, uma satisfação. Eu acho que o número de campeonatos é importante, mas não é o principal. Pra mim, o reconhecimento de atletas, como aconteceu nesse último jogo, praticamente 12, 14 jogadores do Flamengo indo nos cumprimentar, jogadores que passaram pelas nossas mãos em algum momento. Filipe Luís foi um jogador que eu lancei. Hoje, é um treinador de futebol, então isso tudo pra gente ter um valor muito maior, talvez, do que uma simples conquista. Que é, todas elas eu valorizo muito, enalteço muito, mas assim, até um determinado momento. Acabou o jogo, eu já estava começando a pensar no que nós faríamos na semana. É assim, a nossa vida é assim. Parece que é só um alívio momentâneo daquilo que está acontecendo. Não é fácil, não é simples.”

Critérios para monitoramento de atletas e contratações no Corinthians

“Nós estamos usando muita criatividade, né? Porque nós não temos uma condição muito favorável nesse momento de buscar os investimentos, como muitas equipes hoje estão alcançando dentro do país. Então, nós temos que usar a criatividade e nós procuramos filtrar o máximo possível todas as informações a respeito de todos os atletas. Temos uma equipe especializada nisso dentro do clube, que faz uma primeira aprovação. Depois, nos passam os nomes. Aí, levamos para a nossa equipe de análises, que trabalha conosco diariamente, porque essas pessoas, têm uma noção um pouco maior das características do atleta que a gente precisa para determinar as funções.”

“A partir daí, com a aprovação, nos é levado os nomes para mim, Marcelo, aí sim a gente finaliza as condições, olhando, de repente, três, quatro nomes, qual seria mais aconselhável, mais viável no momento, as melhores condições, tecnicamente, taticamente, enfim. E depois de uma reunião final, chegamos a um determinado nome. É assim que nós temos feito. Todos os homens passam pelo crivo de várias pessoas para que a gente possa tentar errar o mínimo possível, já que nós não temos essa possibilidade nesse momento. Pode acontecer, jogador não tem certificado de garantia, mas é um fato que você tem que tentar errar o mínimo para tentar ter a melhor equipe possível em condições.”

Análise da conquista da Supercopa do Brasil sobre o Flamengo

“Olha, eu acho que foi um jogo muito interessante, não só por parte do Corinthians, como também do Flamengo. As mudanças que existiram, as alternâncias táticas que aconteceram dentro da partida eram sempre um desafio para que a gente pudesse tentar antecipar uma ideia que Filipe estava colocando ou ele, da mesma forma, fazendo justamente contra a gente. Eu acho que o principal é que nós tivemos variações interessantes, mudanças de comportamento de determinados jogadores. Fizemos, sim, uma marcação um pouco mais individualizada, correndo um risco muito grande, porque nós deixamos praticamente três jogadores contra três atacantes do Flamengo, que são excelentes atacantes. Mas eu acho que a nossa equipe estava muito determinada, conhecendo e sabendo de tudo que poderia acontecer. Eu acho que um erro já provocava uma correção logo em seguida. Eu acho que o primeiro tempo foi muito em cima disso, finalizando a primeira etapa com aquela jogada ensaiada, exaustivamente ensaiada, muito bem trabalhada, muito bem pensada, repetida inúmeras vezes para que a gente pudesse chegar a esse resultado. Eu acho que foram várias situações.”

“Nós temos uma equipe que levanta todos os dados possíveis de cada equipe. Nós temos mudado com frequência a maneira de nós jogarmos, a forma como nós estamos em campo, os comportamentos de alguns jogadores, executando várias funções. Por exemplo, nesse último jogo, o Raniele ora era um terceiro zagueiro, ora era um volante, ora ele saía naquele corredor como se fosse um meia. Então, assim, o que nós buscamos é justamente isso: passarmos o maior número de subsídios possíveis aos atletas, para que eles possam encontrar suas melhores condições em campo. Eles é quem irão resolver partidas, nós temos que dar toda condição possível, apresentarmos tudo aquilo que estiver dentro do nosso alcance, para que possamos ir melhorando. E foram jogos muito importantes dentro da Copa do Brasil, onde nós eliminamos adversários poderosos que já vem num processo um pouquinho à frente do nosso. Resultados que foram fundamentais, importantíssimos, e eu acho que isso tudo aí engrandece demais as conquistas que nós tivemos. Foram jogos eliminatórios, mas muito complicados, difíceis, e que exigiram muito taticamente. Tenho certeza, tanto da nossa parte quanto dos nossos adversários. Por isso, eu acho que esses jogos poderiam ser um pouco mais debatidos, por tudo aquilo que apresentaram ao longo de 180 minutos, esse último, 90 minutos.”

Preparação visando o Derby contra o Palmeiras no Paulistão, em Itaquera, no fim de semana

“Nós não temos outro caminho. Nós não temos como finalizarmos um mês jogando com apenas uma equipe, com pouquíssimas alterações. Então, nós temos que tomar algumas decisões e essas decisões passam pela importância de cada partida e pelas necessidades que nós temos. O que nós precisamos é estarmos em campo com jogadores em melhores condições, em que dois dias e meio depois você está a disputar novamente uma partida de tamanha importância, mais um clássico. Entendem agora o porquê de nós estarmos necessitando de um elenco um pouco mais composto, um pouco mais preenchido? É justamente para que nós tenhamos a possibilidade de, no momento de alterações, o nosso nível, o nosso ritmo forem mantidos. Eu acho que esse é o objetivo. Como o jogo que fizemos em Rio Claro, um jogo muito difícil, muito disputado, mas ainda assim, com o Corinthians tomando a iniciativa na maioria do tempo de partida. Eu acho que é esse o objetivo que nós queremos.”

Incomoda o fato de nunca ter conquistado o Brasileirão de pontos corridos na carreira; relembra trabalhos em outros clubes

“Não, não é uma coisa que me incomode, mas é natural que todos nós queiramos sempre resultados. Eu tive dois vice-campeonatos brasileiros. Um pegando o Flamengo na sétima colocação e um segundo iniciando com o Santos, brigando até as últimas rodadas, com Palmeiras e Flamengo, perdendo jogadores durante os dois meses mais importantes do ano, que foram julho e agosto, para a seleção olímpica em 2016, que foram Zeca, Thiago Maia e Lucas Lima. E pra Seleção, que foi jogar a Copa América Centenária nos Estados Unidos, mais três jogadores, Ricardo Oliveira. Lucas Lima e Gabriel, o Gabigol, ao longo da competição. Logo em seguida, quando existe o retorno deles, que ficaram dois meses lá fora, nós tivemos a perda do Gabriel, vendido para o Internacional de Milão, e a lesão do Gustavo Henrique, que aqui está, uma lesão muito séria de joelho, juntamente com Luiz Felipe, que era o outro jogador da nossa equipe. E mesmo assim, vendendo jogadores, nós fomos ao vice-campeonato brasileiro daquele ano. Então, enquanto eu tive equipes de qualidade nas minhas mãos, eu também conheço os caminhos, eu sei como se chega.”

“Agora, na grande maioria das vezes, eu tive equipes de composição ou peguei muitos trabalhos em que com grandes equipes que estavam em zona de rebaixamento em 2022, quando eu pego o Flamengo, também no campeonato brasileiro, estávamos na 16ª e fomos ao segundo lugar até um determinado momento quando as coisas apertaram eu tive que dar uma atenção maior pras copas que eram a Libertadores e a Copa do Brasil. Então assim, me deem um grupo em condições eu vou também lutar por coisas boas, eu não tenho dúvidas disso. Nós temos um grupo que está se mostrando forte que se tivermos aí mais alguns elementos que venham a reforçar as necessidades que temos e que já pontuamos, eu não tenho dúvidas que nós poderíamos fazer um campeonato bem diferente. Mas pra isso você precisa se recompor rapidamente. O campeonato já está em andamento, as coisas já estão andando, as equipes já estão montadas, e todas as equipes contrataram muito, estarão muito mais fortes, muito mais do que no ano anterior. Por isso, essa atenção tem que ser muito maior da nossa parte.”

Conquistas recentes pelo Corinthians (Copa do Brasil e Supercopa) ajudaram a superar frustrações na Seleção Brasileira?

“Assim, primeiro que eu quero colocar uma coisa em relação à seleção: nunca existiu mágoa, nunca existiu em sentido nenhum, levando pra esse lado. Mas é natural que tenha gerado muitas desconfianças da minha parte em relação até ao meu trabalho de um modo geral, porque as críticas foram muito pesadas demais, na minha opinião, desconstruindo o trabalho de uma carreira toda. É engraçado que hoje os nossos resultados são muito próximos ao do professor Ancelotti. O percentual é praticamente igual. Nós tivemos dezesseis partidas, ele está atingindo agora a oitava partida, se não me falha a memória, com números praticamente semelhantes. O entendimento do trabalho que estava sendo executado naquele momento foi muito mal visto da forma como ele aconteceu. Apenas isso que eu lamento. Eu não tinha dúvidas que nós faríamos um trabalho visando a Copa, que foi o que eu eu pontuei e que ele nos daria resultado, porque nós chegaríamos no momento da Copa com uma equipe já com praticamente dois anos e meio em crescimento, em evolução, num processo que é necessário que toda a equipe passe. Ninguém queima etapas no futebol. Mas eu percebi uma impaciência generalizada, para não usar outros termos, que me causou uma situação muito desconfortável, inclusive de ex-atletas, de companheiros com quem sempre tive um contato muito claro, limpo e, da minha parte, muito leal, o que não existiu da parte de muitos desses profissionais, não generalizo, mas muitos desses, entendendo o momento que a CBF passava, muito conturbado, muito difícil, com muitas contestações.”

“Então, assim, o ambiente não era totalmente favorável para que se desenvolvesse um trabalho, e mesmo assim nós estávamos ali, com a segurança do que poderia acontecer futuramente em razão de tudo que estava sendo plantado, eu sempre fiz trabalhos nesse sentido. E no quesito mata-mata, ou mata, de uma Copa do Mundo, eu também sei trabalhar. Eu tenho noção do que é. Eu acho que a prova dos resultados que nós estamos tendo aí, e não foram com equipes que eram favoritas, Quando eu cheguei aqui, não era favorita. Quando eu cheguei no São Paulo, nunca foi favorita. Quando eu cheguei no Ceará, nunca foi a equipe favorita. O próprio Flamengo estava em uma dúvida geral e, de repente, na hora que acabaram as duas competições que nós ganhamos, era o melhor time do Brasil e que qualquer um faria aquele tipo de trabalho. Eram essas as colocações que eram feitas. Então, assim, as pessoas tentam menosprezar. Eu não me importo com isso. Eu, sinceramente, eu procuro olhar minha vida sempre para frente e sou muito agradecido a Deus por tudo que recebi como atleta, tendo a oportunidade de ser um mascote da Ferroviária de Araraquara, acompanhando grandes jogadores, jogando contra grandes jogadores, jogando 19 anos da minha vida, e agora, com 24 anos como treinador, então para mim, passei por tudo que vocês imaginem dentro do nosso país, e mesmo assim eu sobrevivi. Então, eu sou um sobrevivente, um passageiro da agonia, mas estou ainda inteiro em condições de poder continuar desenvolvendo por tudo aquilo que eu me preparei para fazer. E vou continuar, podem ter certeza disso, porque está na minha vida, está no meu sangue. Eu me preparei muito e não vou me deixar levar por situações. Eu acho que o ser humano tem que se atentar muito para aquelas pessoas que estejam ao seu lado. As pessoas que te orientam em todos os momentos, se um dia partir uma crítica dessa pessoa, leve-a a sério, porque essas pessoas querem o teu bem. As demais, me desculpem, poderiam criar muito mais do que penalizarem e criticarem. Eu acho que a criação é muito mais difícil, por isso que as pessoas se limitam. Então, elas preferem criticar. É muito mais simples, mas em termos de produção, é quase nulo. Para essas pessoas, eu só tenho a agradecer por fortalecer e me ajudarem a crescer.”

Renovação de Fabrizio Angileri

“Eu acho que o grupo o conhece bem, não tem segredo nenhum. Eu, como treinador, da mesma forma. Agora é natural; ele vai ter que passar pelos processos necessários para que possa, caso aconteça, a finalização de tudo isso. Está bem adiantado, mas ainda não solucionado. Caso venha a acontecer, é natural. Será muito bem recebido e vai ter o tempo necessário para poder se integrar da melhor forma possível.”

Elogios ao jovem André Luiz, Filho do Terrão

“É um jogador que tem muitas qualidades. Quando o vimos atuando aqui, nesse campo aqui atrás, era ainda um menino que vinha voltando de uma lesão; eu não o conhecia. Eu percebi algumas características interessantes. Todos esses jogadores foram muito bem preparados. Nós não os trouxemos e colocamos ali sem preparação. Todos eles passaram por no mínimo 3 meses de preparação. Os quadros que estão sendo desenvolvidos com todos eles são para que possamos corrigir alguns comportamentos, melhorar algumas condições que nós observamos dentro daquilo que nós achamos o ideal, tentando lançá-los no momento certo e adequado. André vinha entrando aos poucos, de repente, ele próprio está encontrando um caminho e que está nos passando uma segurança. Cabe a gente agora administrar as oportunidades que ele tenha para que nós possamos tê-lo sempre muito bem.”

“E num processo de evolução. Voltando a essa palavra de legado, daqui a alguns meses, eu acho que o Corinthians tinha que se preparar para saber quem nós iremos vender e não de uma forma diferente, que os clubes venham aqui e queiram, de repente, esse determinado jogador. Não, amanhã nós estamos dispostos a vender determinado atleta, porque ele já está preparado, ele já nos entregou tecnicamente e agora ele segue o seu caminho, dando um outro tipo de retorno ao nosso clube. Então, eu acho que esse é um segundo momento que nós temos que atingir futuramente para que possamos solidificar essas mudanças que aconteçam dentro do nosso clube.”

Importância de Lucas Silvestre, seu filho e auxiliar técnico, em sua carreira e no dia a dia com o Corinthians

“Ele está comigo desde 2010, desde a minha saída do Santos para o Atlético Mineiro. Ele vem evoluindo, uma evolução muito clara. Já, anteriormente a isso, ele já trabalhava como um observador técnico. Todos os nossos adversários futuros, ele observava no dia da partida anterior que nós tínhamos em todas as equipes que eu estive. A partir do momento que ele passou a integrar a nossa comissão, eu percebi um desenvolvimento muito rápido dele. Hoje, ele é praticamente quem executa todas as funções dentro da minha equipe. Ele se responsabiliza pela montagem e pelo desenvolvimento dos treinamentos. Nós temos uma equipe muito bem composta, com cinco analistas que fortalecem o nosso trabalho a todo momento, buscando dados mínimos de todos os nossos adversários. Por isso que eu digo que o nosso plano de jogo, a cada rodada, ele altera por completo, tanto ofensiva quanto defensivamente. Cabe muito em razão do que o adversário apresenta e o adversário é muito bem estudado.”

“Eu acho que isso daí tem nos trazido detalhes muito importantes, de correções que nós provocamos e proporcionamos para que os jogadores possam estar um pouco mais seguros dentro de cada partida, conhecendo, no mínimo, contra quem estarão jogando. Isso tudo passa muito pela organização dessa nossa equipe de trabalho, que é comandada por ele. Os trabalhos de campo ficam divididos entre o Lucas e o Pedro. Eu estou sempre dando atenção em uma ou outra parte do campo. Nem sempre os trabalhos são no mesmo campo. Então, às vezes, eu estou transitando entre um campo e outro. Geralmente, o Pedro fica com o sistema defensivo, o Lucas com o sistema ofensivo. Depois, na integração, o Lucas se preocupa. Pedro, um pouco mais de atenção com as bolas paradas e os comportamentos defensivos que devem ser corrigidos. A gente trabalha mais ou menos nesse sentido. Ainda temos o João e o Gui, que foram remanescentes tanto das equipes que passamos quanto da Seleção Brasileira, além dos que compõem a equipe do Corinthians, que também foram integrados. Por exemplo, nós temos um amigo que havia trabalhado com a gente em São Paulo, então já conhecia nosso sistema de trabalho que está aqui dentro com a gente. E, de repente, acrescenta muito porque, já conhecendo, ele sabia do desenvolvimento daquilo que nós queríamos. Até porque acaba um treino agora, na parte da manhã, nós ficamos aqui até às oito horas da noite, praticamente estudando os treinamentos, aquilo que foi feito, estudando adversários, encontrando alguns caminhos para que amanhã, no vídeo final, a gente possa passar coisas ainda mais positivas em que os jogadores estejam atentos a todos os movimentos possíveis da equipe adversária ou das equipes adversárias. Então, assim, de um modo geral, ele assumiu. Um contexto do dia a dia, da prática, para que eu possa poder transitar em todos os setores em condições de poder estar ali resolvendo problemas mais pontuais e participando dos treinamentos, num todo, já que a atenção sempre fica um pouco dividida entre as fases de construção ou de defensiva da nossa equipe.”

Importância dos laterais Matheuzinho e Matheus Bidu no esquema tático do Corinthians

“Olha, eu acho que são jogadores muito promissores e que merecem ter, de repente, uma atenção para que futuramente, não sei em que momento, possam sim estar brigando por uma por uma possibilidade. Eu tenho certeza que estão sendo observados por aquilo que vem rendendo. Bidu já fez um campeonato, na minha concepção, muito bom desde a metade do ano passado para cá. Tendo um destaque, um jogador puramente técnico, muito centrado nos seus compromissos e num processo de desenvolvimento muito interessante. Matheuzinho sempre foi um jogador muito regular em todos os sentidos. Quando aqui chegamos, nós não tínhamos jogadores de velocidade. A nossa velocidade era pelos lados do campo, por isso, a nossa equipe se concentrava muito em jogar por dentro, para que nós pudéssemos ter os corredores explorados pelos nossos laterais.”

“Eu acho que foi isso um ponto que nós percebemos logo no início. Tentamos valorizar o máximo possível o jogo de apoio dos laterais para que nós pudéssemos estar com uma saída um pouco mais acelerada, justamente pelos lados, não tendo esses homens um pouco mais por dentro. Eu acho que isso foi um ponto muito positivo. Nos deu não só a capacidade de uma marcação muito forte, mas acima de tudo de uma saída um pouquinho mais veloz e acabou nos dando subsídios muito positivos para que pudéssemos ter novas opções nos momentos em que necessitávamos de ter uma saída um pouco um pouco mais veloz daquilo que acontecia naturalmente por dentro, quando a equipe passa a ter um outro tipo de comportamento para poder atacar o adversário.”

Com enxerga o futuro de Lucas Silvestre – chances de ser técnico em carreira solo?

“Eu fico muito tranquilo nesse sentido porque eu acho que ele foi preparado dentro do campo. A preparação dele não foi apenas em observações, leitura ou qualquer coisa nesse sentido, muito pelo contrário, a preparação foi no dia a dia. Com certeza, ele vai ter um caminho talvez até mais tranquilo do que eu tive dentro da minha carreira. A minha torcida é para que isso aconteça, que ele possa ser muito melhor do que eu fui até então. Eu acho que ele tem preparo para isso. Tudo é uma questão de tempo e oportunidade. Só pra vocês terem uma ideia, nos últimos cinco clubes que nós passamos, ele teve três convites para que permanecesse no clube como treinador efetivo quando da minha saída. Então, eu acho que isso daí já é um caminho que vem mostrando a ele que, daqui a pouco, uma decisão ele terá que tomar. Eu não sei se, ao final da minha carreira ou ainda em andamento, a gente nunca sabe. Mas eu torço para que aconteça no momento certo, em que ele se sinta cada dia mais e mais preparado para que possa dar um passo na sequência.”

Como acredita que vai ser lembrado pela torcida?

“É difícil isso. Eu não sei. Olha, é engraçado, mas eu cruzo com todo tipo de torcedor e eu não deixo de frequentar um shopping, uma loja, por causa do meu cargo, independente de estar perdendo ou ganhando. E eu sempre encontro um feedback muito positivo de todos os clubes que eu passei. ‘Pô, Dorival, tá na hora de voltar aqui e ali e tal’. Eu acho legal, interessante isso. De um modo geral, o comportamento é muito positivo. Eu espero que eu possa deixar também aqui dentro uma história nesse sentido. Mas muito em razão do meu trabalho e não apenas de resultados. O que eu vejo é isso. Eu sinto que está na hora de nós começarmos a avaliar futebol pelo trabalho e não somente pelos resultados. Porque são muitas variáveis de uma equipe para com a outra. E os termos de comparações são os mesmos. Domingo, se nós não ganhássemos o jogo do Flamengo, nós estaríamos sendo bastante contestados por um motivo ou outro.”

“Mas nós temos igualdade de condições do que o Flamengo neste momento, no entorno dos clubes, na vivência dos clubes? Nesse momento, talvez não. Mas nós temos a obrigação de nos prepararmos e irmos corrigindo tudo o que vinha acontecendo aqui dentro para que um dia nós possamos estar como já estivemos, no mesmo nível de todas essas equipes. E o Corinthians vai alcançar esse objetivo, eu não tenho dúvidas disso. Porque está fazendo um trabalho muito sério em todos os setores do clube. E eu acho que é isso que a gente precisa. Por isso, os nossos passos aqui dentro, em termos de contratações, têm que ser muito bem medidos para que não extrapolemos e não passemos à frente das possibilidades que o clube nos apresenta. Mas reconhecimento, eu acho que é pelo trabalho e não apenas por um ou outro resultado que de repente aconteça ou não aconteça.”

Breno Bidon e Rodrigo Garro podem atuar juntos no Corinthians?

“Eu vi essa mesma colocação quando eu cheguei no Flamengo a respeito de Gabigol e Pedro. Então, é a mesma resposta que eu te dou. Grandes jogadores se entendem. Pode ficar tranquilo. São meias e eu posso jogar com dois meias. São atacantes e eu posso jogar com dois atacantes ou com três. Para mim, não importa. Grandes jogadores se encontram. Eles têm capacidade e não foram responsáveis nem pelo 1 a 0 nem tampouco pelo 1 a 2. A equipe foi responsável. Então, assim, para mim não há problema nenhum. E ninguém mais do que eu quer ver Garro e Bidon, de repente, juntos, podendo produzir pela nossa equipe. É tudo uma questão de tempo. Garro vem evoluindo, vem crescendo, vem voltando a encontrar a sua melhor condição de 2024. Eu tenho certeza que isso vai acontecer. Então, tudo é questão de tempo para que nós possamos ter esse jogador que foi decisivo, principalmente na sua chegada, quando foi considerado o melhor meio do futebol brasileiro, merecidamente.”

Elogios à Fiel Torcida

“Só confirmou aquilo que eu já esperava: o espetáculo que a torcida proporciona e vem proporcionando nos últimos 30, 40 anos. A torcida do Corinthians é o que eu vi nesse movimento da ida dos torcedores a Brasília, quase 200 ônibus das torcidas organizadas. Mas também aqueles que foram de Kombi, de Buggy, de carona, fazendo viagens aí malucas, vendendo carro para poderem ir. Enfim, o esforço que essas pessoas fizeram, isso aí mexeu com todos nós. Dentro do ônibus, a gente ia acompanhando os movimentos que vinham acontecendo. E eu até falei ontem, acho que numa das entrevistas que eu dei. A hora que finalizaram o Poró-Popó, a gente podia fechar o estádio, sair todo mundo, pagar um novo ingresso e voltarmos a ter o espetáculo jogado. Porque o que fizeram até aquele momento foi impressionante. Então, eu acho que você passar a conviver hoje ao lado dessa torcida é um fato que é marcante para qualquer profissional. E eu fico muito feliz em poder estar participando de um momento como esse. Porque o que eu tenho visto aí mexe com todo mundo. É uma coisa muito diferente.”

O quanto o imbróglio com José Martínez na Venezuela atrapalha a rodagem do elenco

“Atrapalha bastante porque é um jogador de uma composição dentro de um elenco que é escasso. Hoje, nós temos uma alteração para o meio-campo. Numa função um pouquinho mais defensiva, apenas uma alteração. Então, nós temos que ter consciência disso. Caso não aconteçam contratações, eu vou continuar tentando entregar o meu melhor, fazendo o que eu fiz o ano passado. Resultados a gente não administra; não tem como. Agora, nós vamos continuar trabalhando, nos entregando como foi. Não sei o que entregaremos como resultado, porque nem sempre teremos os melhores jogadores em condições. A equipe do Corinthians, reunida, é forte. Ela, como aconteceu no ano passado, onde nós perdemos ao longo de toda a temporada, ora 10, ora 11, ora até mais jogadores, nós ficamos muito defasados, e uma pressão muito grande nas costas de garotos, jovens valores que ainda vinham sendo praticamente lançados. Então, isso tudo nós temos que ter consciência. Um campeonato de longevidade, você precisa de um elenco forte. Às vezes, taças você alcança de uma outra forma. Nem sempre acontece.”

“Primeiro que é importante porque ele está no nosso elenco. Segundo, não poderia ter acontecido um fato como esse. Todos nós temos problemas. Eu tenho também um passaporte que está estourando agora. Acho que eu tenho mais seis meses de vida. Então eu tenho que renová-lo. Já teria que ter acontecido lá atrás. Esse é um segundo ponto. Terceiro ponto, aconteceu um fato que ninguém esperava, a intervenção no seu país. Então, isso nós temos que tentar entender. Quatro. No momento em que ele chega, a gente vê as explicações que ele terá e as decisões que serão tomadas pela diretoria e pela comissão técnica.”

O quão fundamental é Memphis Depay e se o título da Supercopa traz tranquilidade

“Eu acho que é muito importante a função de um atleta. Que tenha a grandeza no coração, não apenas a grandeza esportiva, de poder dividir experiências, vivências com atletas da base que estão ali iniciando praticamente e que os têm como referência. Acho que isso é muito positivo. Até hoje, me deu uma paz relativa. Segunda, terça e quarta, a partir de amanhã, esquece (risos). O que passou já ficou. Não tem como voltar atrás. O que nós temos é construir agora uma nova história. Nós não temos outro caminho. No futebol você não vive do que você já fez. Você vive do que você possa fazer ali na frente. Então, para mim… Já começou segunda-feira. Ou melhor, no domingo à noite, no voo, eu já estava pensando o que fazer na segunda.”

Disparidade financeira entre alguns clubes do Brasileirão

“As nossas ligas, e aí é mérito dos clubes que se prepararam antecipadamente, e hoje vivem uma situação onde um atleta possa ser comprado do futebol europeu. Há quanto tempo isso não acontecia? Um atleta… não um que já esteja programando um retorno, ao contrário, um jogador que estava em evidência e com possibilidades de, de repente, ser vendido até internamente. E esse jogador é resgatado por um clube brasileiro. Isso é um ponto altamente positivo e nós temos que reconhecer. Porque se prepararam para viver um momento como esse. Agora, em termos de competição, eu não tenho dúvidas que nós estamos desenhando uma situação semelhante. Isso já foi falado lá atrás. Por isso que os clubes que saíram na frente, por méritos, pela percepção que tiveram, naturalmente estão na frente e terão uma possibilidade maior de se manterem nessa posição. Os demais terão que trabalhar muito para que possam se estabelecer, encontrar uma regularidade. E a partir daí sim, terem um novo caminho traçado. Não será fácil, não será simples. Eventualmente, acontecerá dentro de uma competição brasileira, de uma equipe de menor expressão. Que esteja em dificuldades, que consiga chegar, mas nem sempre isso vai acontecer. Na prática. e aí entendendo o futebol como nós estamos observando há muitos anos, as grandes equipes, as equipes estabelecidas e com uma regularidade financeira, naturalmente levarão uma vantagem muito grande, volto a falar, por aquilo que produziram, por aquilo que fizeram. Por terem saído na frente das demais equipes, hoje naturalmente poderão estar à frente de todas.”

Gerir as expectativas do elenco do Corinthians

“Eu acho que eu vivo tomando decisões desde o momento que eu acordo praticamente. E a minha função requer isso. Em muitos momentos eu vou tirar um atleta, e de repente ele entenda que não mereça sair, que esteja vivendo um bom momento, mas por uma necessidade ou outra isso vai acontecer. Não é demérito para ninguém. Não é menosprezo, não diminui a carreira de ninguém. O André é um cara que continua sendo respeitado, foi campeão outro dia da Copa do Brasil, não jogou essa partida pelas características e pelo que o jogo nos pedia. O mesmo aconteceu com o Garro. Mas são jogadores importantes. De repente, amanhã, possam estar em campo. Nós temos que ter esse cuidado e uma lealdade sempre digna para fazer com que o atleta continue acreditando naquilo que você fala. Eu sempre agi dessa maneira. Então, não vou mudar. Eu procuro ser muito honesto e correto com meus atletas, porque amanhã são esses meus jogadores que estarão nos dando uma resposta. E podem ter certeza que o Garro e o André continuarão sendo tão importantes como sempre foram ao nosso grupo, ao nosso time e à nossa torcida.”

Contrato com o Corinthians até o final do ano

“Olha, não, eu acho que no futebol você não pode pensar lá na frente, não. Você tem que pensar no mês de fevereiro agora. Eu sempre trabalhei dessa forma. Até os nossos contratos deviam ser semanais. Treinador de futebol não tem outro caminho. Eu tenho que pensar na semana. Tenho certeza que se acontecer qualquer fato negativo quinta e domingo, você ia estar me fazendo um outro tipo de pergunta. Eu não tenho dúvida disso. Eu não posso pensar lá na frente jamais.”

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