Romeu Tuma Jr explica pausa em processos de ex-presidentes do Corinthians

  • Por Henrique Vigliotti / Redação da Central do Timão

Na noite da última segunda-feira (9), o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians Romeu Tuma Jr presidiu a última audiência do ciclo de debates sobre a reforma estatutária do clube. Após o evento, o dirigente concedeu entrevista à imprensa e falou sobre a decisão de suspender os procedimentos internos contra os ex-presidentes do clube, conforme antecipado pela Central do Timão.

O tema gerou forte repercussão entre a torcida e nos bastidores do Timão. Tuma explicou que as suspensões das apurações envolvendo os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo ocorreram devido à falta de acesso do Conselho Deliberativo aos autos e às decisões judiciais.

“Hoje mesmo eu tomei uma atitude, que vocês devem ter acompanhado, de suspender o processo de tramitação no caso dos ex-presidentes Andrés, Duilio e Augusto, no que se refere ao uso do cartão corporativo. Quero deixar claro, como eu deixei para o Conselho, que isso não paralisa os processos. Os processos estão andando, porque tem várias diligências, várias cobranças que nós enviamos para a diretoria, que ela tem que responder.

“O que a gente fez foi, excepcionalmente, proteger a própria Comissão de Justiça e a Comissão de Ética, para que não façam nada que possa transparecer publicamente que estão desrespeitando a Justiça, o Poder Judiciário e o Ministério Público”, explicou o presidente do CD.

Tuma Jr. também detalhou os pedidos feitos diretamente à diretoria do Corinthians para que os processos relacionados ao uso do cartão corporativo voltem a tramitar contra os ex-presidentes.

“O que nós estamos cobrando é que a diretoria questione, pergunte para o Poder Judiciário, para a juíza que é a titular das causas, que estão em segurança de Justiça, que nós não estamos no conhecimento do que está acontecendo no processo, autorização para que a gente possa prosseguir nas oitivas deles e também autorizar que eles façam suas defesas pessoais aqui dentro da instituição.

A gente não pode correr o risco de a Justiça achar que nós estamos desrespeitando o trabalho da Justiça, as decisões judiciais, que a gente só conhece pela imprensa, não sabemos exatamente o que está escrito, e também não passe qualquer impressão que a gente está desrespeitando o Ministério Público, e também para não colocar em risco os conselheiros.”

Ao comentar sobre uma resposta do presidente Osmar Stabile e do departamento jurídico do Corinthians, Romeu Tuma Jr. disse que ouviu promessas de que nesta terça-feira (10) seriam protocolados os pedidos na Justiça.

“Eu protocolei, mandei protocolar à diretoria para eles terem ciência. No segundo momento, ele (Osmar Stabile) teve uma conversa comigo, achou que eu estava absolutamente certo para dar garantia a todos e, num terceiro momento, vamos deixar assim para ficar mais claro para quem está nos acompanhando aí, eu conversei com o diretor Pedro (Soares) e ele já se prontificou amanhã mesmo a oficiar o Poder Judiciário, para que dê essa autorização, explicando o papel do Conselho Deliberativo, da Comissão de Justiça e da Comissão de Ética, já para conseguir essa organização.

“Obviamente depende do Poder Judiciário, para que a gente possa prosseguir, mas é uma opção dessa garantia legal, fazer esse trabalho sem correr risco, inclusive é bom que todos saibam, para amanhã alguém não suscitar nulidade dos nossos atos internamente, porque amanhã o próprio investigado ou requerido pode alegar que a gente tomou alguma atitude sem ter autorização do Poder Judiciário e estaria incorrendo em alguma desobediência judicial e poderia anular tudo, o que seria prejudicial, sim, a instituição Corinthians.”

“O Conselho Deliberativo não tem autonomia para buscar diretamente o Poder Judiciário, essa representação estatutária é da diretoria executiva”, finalizou Romeu ao explicar as medidas que os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e possivelmente Augusto Melo poderiam tomar contra o clube caso os procedimentos seguissem transcorrendo sem que o CD tenha acesso as determinações judiciais.

Informações apuradas pela Central do Timão nos bastidores indicam que a decisão foi tomada com o objetivo de proteger os membros do CD, CJ e CE, que investigavam o caso, temendo a possibilidade de serem denunciados por descumprimento de ordem judicial. Internamente, não há consenso de que uma eventual oitiva online, por exemplo, seria equivalente a um encontro presencial com dirigentes ou pessoas do clube, como ocorreu no caso de Andrés Sanchez, o que poderia configurar descumprimento de medida cautelar.

Outro ponto apurado é que esse movimento também serve internamente para que a diretoria executiva, liderada por Osmar Stabile, tenha um contato mais direto e claro com o Conselho Deliberativo quanto à entrega de documentos, detalhes e provas necessárias em cada uma das investigações contra os ex-presidentes.

Nos bastidores, apurou-se que há um alinhamento interno e externo ao Parque São Jorge, incluindo as torcidas organizadas, de que o foco total agora deve ser voltado à reforma do estatuto, para depois retomar os processos contra os ex-presidentes, seguindo uma linha do tempo definida por prioridades.

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