Promotor aponta violação de cautelar e requer monitoramento eletrônico de Andrés Sanchez

  • Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) encaminhou à Justiça um pedido para que o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez seja submetido a monitoramento por tornozeleira eletrônica. O órgão também pleiteia a retenção do passaporte espanhol do ex-dirigente e o levantamento dos registros de chamadas realizadas e recebidas em seu telefone celular entre 30 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026.

A solicitação, assinada pelo promotor que denunciou Andrés por apropriação indébita de recursos do clube, baseia-se na alegação de descumprimento de medidas cautelares. O fundamento inclui o depoimento de Antônio Jorge Rachid, atual secretário-geral do Corinthians, que informou ao MP ter recebido um telefonema de Sanchez em 30 de janeiro. Segundo Rachid, os contatos seriam recorrentes.

Desde o final do ano passado, Andrés Sanchez está sujeito a restrições impostas pela Justiça, entre elas a proibição de manter comunicação com dirigentes do Corinthians. As cautelares foram determinadas no âmbito da ação em que o ex-presidente é acusado de uso indevido do cartão corporativo do clube.

De acordo com o promotor, foram identificadas mais de 200 transações realizadas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, que, atualizadas por inflação e juros, somariam aproximadamente R$ 581 mil. Ao fim de 2025, o ex-presidente passou à condição de réu sob acusação de apropriação indébita.

O andamento do processo chegou a ser interrompido em dezembro, após o Ministério Público questionar a atuação da juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, sob a alegação de possível conflito de interesses envolvendo o advogado Fernando José da Costa, defensor de Sanchez. O Tribunal de Justiça de São Paulo, entretanto, concluiu não haver elementos que configurassem suspeição.

Procurada pelo ge, a defesa de Andrés Sanchez divulgou nota na qual critica as medidas solicitadas pelo Ministério Público, classificando-as como desproporcionais. Os advogados também afirmam que o clube ainda não reconheceu irregularidades relacionadas ao uso do cartão corporativo e informaram que adotarão as providências judiciais cabíveis.

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