Presidente do Conselho do Corinthians cobra respostas de Stabile sobre ofícios sem retorno desde 2024

  • Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians Romeu Tuma Júnior enviou ofício à presidência do clube solicitando esclarecimentos sobre uma série de requerimentos, ofícios e pedidos de informação que, segundo ele, seguem sem resposta desde 2024. O documento foi protocolado nesta quarta-feira (18) e encaminhado ao presidente Osmar Stabile.

No ofício, o dirigente afirma que as solicitações foram encaminhadas pela presidência do Conselho Deliberativo (CD) para atender requerimentos de conselheiros, comissões internas e associados, e que o órgão tem dever estatutário de prestar os esclarecimentos solicitados. De acordo com o texto, há pendências acumuladas ao longo das últimas gestões, incluindo pedidos feitos ainda quando Stabile ocupava o cargo de primeiro vice-presidente.

Pedidos sem resposta incluem contratos, investigações internas e uso de recursos do clube

Entre os documentos apontados como pendentes de resposta, o presidente do Conselho Deliberativo menciona ofício que solicitava informações sobre contratos e pagamentos às empresas de segurança Kiara e Workserv. Também são citados dois ofícios que tratam do compartilhamento, autorizado pelo Poder Judiciário, de material de inquérito relacionado ao programa Fiel Torcedor, destinado à apuração interna de condutas de conselheiros, associados, funcionários, colaboradores e parceiros do clube.

Outro pedido destacado requisitava esclarecimentos sobre o fechamento da Casa dos Atletas. O documento ainda lista questionamentos feitos por conselheiros sobre a prestação de serviços da empresa Offside, bem como solicitações de acesso a contratos de superintendentes do clube e pedidos de explicações sobre a atuação de empresas em eventos na Neo Química Arena.

O ofício também aponta a falta de retorno a despachos da Comissão de Justiça, incluindo a convocação não atendida de funcionários para audiência realizada em novembro de 2025 e pedidos de documentos relacionados a processos internos. Entre eles, está um despacho referente ao processo administrativo que apura suposto uso indevido de cartão corporativo pelo ex-presidente Andrés Sanchez. 

O documento ainda menciona um pedido de levantamento sobre nomes cadastrados como conselheiros no programa Fiel Torcedor, que, segundo informação encaminhada ao Conselho, ultrapassariam 380 registros. Também foi cobrada resposta sobre a atuação da empresa Reis na Neo Química Arena, além de requerimento de providências em caso envolvendo suposta fraude na venda de camarote no estádio. 

Outro item listado é o ofício em que foram solicitados esclarecimentos sobre o chamado “Censo do Timão”, ainda sem resposta, segundo o presidente do Conselho. O requerimento, inclusive, foi citado pelo presidente Osmar Stabile durante a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo que votaria a reforma do Estatuto. Na ocasião, o mandatário fez críticas a Romeu Tuma Júnior, e a sessão acabou sendo encerrada após tumulto no plenário iniciado durante sua manifestação.

Respostas parciais também são alvo de cobrança

O documento ainda aponta que alguns ofícios foram respondidos apenas parcialmente, incluindo pedidos de informações sobre a atuação da consultoria Alvarez & Marsal, relatórios jurídicos e levantamento de processos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

O tema envolvendo a CNRD foi destacado como especialmente relevante diante de notícia sobre possível erro de cálculo na ordem de R$ 150 milhões no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE).

Também permanecem sem esclarecimentos completos pedidos da Comissão de Finanças do Conselho sobre contratos, movimentação de pessoal, política de cargos e salários e o orçamento do clube para 2026. 

Ao final do ofício, Tuma reforça que os pedidos foram encaminhados em razão de solicitações formais de conselheiros e associados e que a presidência do Conselho tem obrigação estatutária de buscar os esclarecimentos junto à diretoria executiva.

Por isso, o presidente do órgão pede que a presidência do clube adote providências para responder às demandas pendentes e reforça que os esclarecimentos são necessários para o regular funcionamento das atividades e atribuições do Conselho. 

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