- Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão
O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira (28), às 9h30 (horário de Brasília), para um dos compromissos mais importantes de sua trajetória no futebol feminino. Em Londres, as Brabas enfrentam o Gotham FC, dos Estados Unidos, pela semifinal da primeira edição da Copa das Campeãs Feminina da FIFA.
Às vésperas do confronto, o técnico Lucas Piccinato destacou o peso do momento vivido pelo clube e o simbolismo de disputar uma competição intercontinental organizada pela FIFA. Para o treinador, o desafio vai além do aspecto esportivo e representa uma oportunidade de apresentar o projeto corinthiano em escala global. “Todos os jogos dentro desse clube sempre carregaram uma força muito grande. Mas disputar a primeira competição intercontinental realizada pela FIFA tem um peso ainda maior”, afirmou o técnico.

Mesmo diante de adversários considerados favoritos por parte do cenário internacional, Piccinato deixou claro que o Corinthians não chega à Inglaterra apenas para participar. O treinador reforçou a ambição da equipe e a confiança na qualidade construída ao longo dos últimos anos.
“A gente quer sair daqui com um grande resultado: chocar o mundo, porque eu acredito que todo mundo talvez tenha na cabeça que as equipes favoritas são a norte-americana (Gotham FC) e a europeia (Arsenal), por terem a condição financeira elevada.”
“A gente quer mostra nossa qualidade, o futebol brasileiro que a gente tem e sair daqui com um grande com um grande título. Acho que isso pode ser a maior conquista da história do Corinthians”, complementou.
Ciente das exigências físicas, técnicas e emocionais da competição, Piccinato ressaltou a necessidade de preparação mental para partidas que podem fugir do padrão enfrentado no calendário nacional.
“A gente tem de estar mentalmente pronto para todos os duelos. Para fazer um jogo de 100 minutos que que tem uma intensidade diferente das que a gente joga no Brasil”, explicou.
“Temos de estar prontos para todas as possibilidades que o jogo pode trazer, seja sair à frente, seja sair atrás do placar, seja virar o placar com 0 x 0 e enfrentar todos os duelos mentais dentro do jogo. Criar uma boa estratégia e estar mentalmente forte têm o mesmo peso.”
Acostumado a decisões e títulos, o treinador também destacou o valor simbólico de viver algo inédito. Para ele, disputar uma competição desse porte fora da América do Sul é um privilégio que pode impulsionar ainda mais o desempenho do elenco.
“É um desafio que tira a gente da zona de conforto, mas ao mesmo tempo é delicioso viver tudo isso. Enfrentar grandes equipes de continentes diferentes nos faz querer tirar o nosso melhor.”
Desde 2017, o Corinthians construiu uma trajetória dominante no futebol feminino, acumulando sete títulos do Campeonato Brasileiro e seis conquistas da Libertadores. Agora, o clube alvinegro busca transformar essa hegemonia continental em protagonismo global.
“Vai ser com certeza uma experiência mágica para que a gente possa aprender, viver, vencer e trabalhar da melhor forma para sair daqui com grande com grande título”, finalizou.
Caso avance diante do Gotham FC, o Corinthians disputará a final da competição no dia 1º de fevereiro, contra o vencedor do duelo entre Arsenal, da Inglaterra, e ASFAR, do Marrocos.
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