Piccinato fala sobre vice do Corinthians na Supercopa e eficiência ofensiva da equipe

  • Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na tarde do último sábado (7), o Corinthians enfrentou o Palmeiras, na Arena Barueri, em duelo válido pela final da Supercopa Feminina do Brasil, e acabou ficando com o vice-campeonato ao ser derrotado nos pênaltis por 5 x 4 após empate por 1 x 1 no tempo normal. O gol das Brabas foi marcado pela atacante Jaqueline.

Em entrevista à imprensa na zona mista, instantes depois do apito final, Lucas Piccinato, treinador das Brabas, fez uma avalição da partida, ressaltando o alto número de chances criadas pelo Corinthians e o desempenho coletivo de alto nível da equipe. O comandante também citou a proximidade do Brasileirão Feminino, que se inicia no próximo dia 13. O clube do Parque São Jorge estreia contra o Atlético-MG, na Arena MRV.

“É um resultado dolorido. Acho que esses três jogos iniciais da temporada, o nível de desempenho, na minha opinião, foi de mediano para cima, hoje criamos muitas oportunidades. Infelizmente são dois vice-campeonatos. Óbvio que pesa, que incomoda, mas, de novo, depende da gente mudar essa situação. Trabalhar, entender que o Campeonato Brasileiro será o mais difícil de todos os tempos. Mudar a chavinha para fazer diferente lá na frente”, iniciou.

Posteriormente, foi questionado sobre como melhor a eficiência da equipe e comentou sobre os trabalhos diários de treinamentos de finalização – cobrança diária nas atletas: “Continuar dando sequência e força para as jogadoras, trabalho e confiança. Quando você está num nível de confiança bom você aproveita as oportunidades que você teve. Chutar no alvo, acho que é algo que cobramos muito. Nós perdemos algumas finalizações hoje por chutar fora do alvo, se a gente acerta o alvo, a gente cobra da goleira de ter um grande dia. Então é continuar trabalhando, continuar qualificando no dia a dia e acreditar. Tenho certeza que a gente vai dar a volta por cima novamente.”

Logo em seguida, o comandante das Brabas respondeu se o resultado favorável ao Palmeiras acabou sendo justo. Piccinato entende que o Corinthians teve um número de chances criadas superior ao do arquirrival, citando a finalização de Jaqueline em cima da goleira Tapia e cabeçada na trave de Gabi Zanotti – ambas ainda no primeiro tempo. Por outro lado, lamentou a ineficiência da sua equipe nas cobranças de pênaltis.

Acho que, em se tratando de chances claras, a gente teve boas oportunidades. A Jaque finalizou uma que a Tapia pegou, a Zanotti perdeu um de cabeça na trave, a Teles perdeu uma embaixo da trave, a Duda teve uma frontal, a Robledo perdeu uma que acho que estava impedida, mas tivemos algumas oportunidades. o Palmeiras teve as delas também. A Brena perdeu uma embaixo da trave, a Zaneratto teve uma girando e finalizando.”

Mas acho que no todo, a gente talvez tenha tido um pouco mais. Aí fica esse sentimento de que, se a gente tivesse feito 2 a 0, se a gente tivesse feito 2 a 1 no começo do segundo tempo, talvez a história tivesse sido diferente e resolvida no tempo normal, mas a gente não teve eficiência para isso, levamos para as penalidades e não tivemos eficiência também. Perdemos três cobranças e um jogo desses cobra muito caro. Fica o sentimento amargo de não ter conseguido se sagrar campeão”, acrescentou.

O treinador do Corinthians Feminino também analisou a possibilidade da equipe mandar seus jogos no Campeonato Brasileiro atuando na Neo Química Arena. Vale lembrar que a Fazendinha está, desde maio do ano passado, proibida de receber jogos noturnos, devido a problemas estruturais no sistema de iluminação: Fico muito feliz. A Neo Química é um lugar onde nós temos muito sucesso. Com certeza se essa final fosse na Neo Química, por exemplo, a história seria outra, então fico muito feliz de jogar mais jogos lá, espero que isso se concretize.”

Piccinato fez uma avaliação do início de temporada da equipe. As Brabas acabaram sendo, também, vice-campeãs do Mundial de Clubes Feminino ao serem superadas pelo Arsenal, na prorrogação, por 3 x 2. Nas semifinais, haviam vencido o Gotham FC por 1 x 0.

O copo meio vazio é que são dois vice-campeonatos. A realidade é essa, incomoda, e ninguém que veste essa camisa tá feliz com essa situação. Agora no nível de desempenho nas três partidas, eu acho que tivemos nossas oportunidades de sermos campeões mundiais, de sermos campeões da Supercopa, e a gente não foi eficiente em fazê-lo. Isso incomoda, obviamente. A gente precisa trabalhar mais, se cobrar mais para que a gente possa ter um ano de renascimento assim como foi a temporada passada.”

Triste por estarmos em menos de 10 de fevereiro e não ter concretizado o que a gente trabalhou para isso, mas só a gente pode sair dessa situação, com trabalho. O Campeonato Brasileiro está começando agora e vamos construir nossa caminhada de novo para nos colocarmos em uma Supercopa e em Mundial em 2027, e só a gente pode fazer isso”, finalizou.

Confira abaixo as outras duas respostas de Lucas Piccinato:

Pênalti desperdiçado por Jhonson

“Ela não foi a única que perdeu um pênalti. A Tamires perdeu, a Zanotti perdeu, óbvio que ela teve o match point ali pra matar e vencer, mas disputa de pênaltis nunca é responsabilidade de uma ou de outra. É uma jovem jogadora que já bateu pênalti decisivo e nos tornou campeões, e é uma confiança de que ela poderia bater e fazer de novo. Infelizmente ela não bateu bem dessa vez, a Tapia teve seu mérito e defendeu. Agora é ter cabeça fria, trabalhar, buscar o espaço dela e mais pra frente ela vai ter outras oportunidades, e que ela tenha a coragem, como ela teve, de bater de novo e mudar essa história.”

Corinthians com menos de tempo de preparação que o Palmeiras para a final da Supercopa

“Acho que dificulta. Isso não pode ser usado como desculpa, mas óbvio, a gente teve uma semana conturbada. A gente chegou na terça-feira, se reapresentou na quinta, fizemos dois trabalhos só. Não sei porque não pode colocar o jogo no domingo, a gente teria um dia a mais, mas é a CBF fazendo coisas de CBF, que eu não consigo entender o contexto. Não sei porque não mandar o jogo em um campo neutro, como é no masculino, já falamos sobre isso… mas tudo isso não é desculpa, é entender que as coisas podem ser melhores, e a gente poderia ter um público bom em Manaus, em Aracaju, a gente poderia ter as duas torcidas.”

“Mas a CBF não quis e forçou a gente a jogar um dia antes, a gente teve um dia a menos para trabalhar.
Mas, de novo, isso não é desculpa. A gente entrou bem na partida, nós tivemos nossas oportunidades. A gente poderia ter aberto 2 a 0 com a bola na trave. No segundo tempo a gente teve duas cara a cara. No final do primeiro tempo a gente teve uma com a Jaqueline que a Tapia fez um milagre. A gente teve nossas oportunidades e não fomos felizes. Acho que todo esse contexto em torno faz parte, mas infelizmente não conseguimos ser eficientes nas finalizações.”

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