Piccinato comenta denúncia de espionagem no treino do Corinthians antes da final do Mundial

  • Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

O técnico do Corinthians, Lucas Piccinato, falou sobre a denúncia de espionagem registrada pelo clube junto à Federação Internacional de Futebol (FIFA) após o último treino das Brabas antes da final da Copa das Campeãs, disputada contra o Arsenal, da Inglaterra. A atividade foi realizada no centro de treinamento do Barnet FC.

Em entrevista coletiva concedida após a derrota por 3 x 2 para a equipe inglesa, o treinador respondeu a uma pergunta do UOL sobre o episódio e relatou estranheza desde a chegada ao local de treinamento.“É difícil falar, pois foi uma situação em que fomos colocados para treinar em um CT onde as categorias de base do Arsenal feminino também treinam. Desde o primeiro momento, passamos uma certa estranheza, pois vamos enfrentar uma equipe e a categoria mais nova estava treinando no mesmo setor”, disse Piccinato.

Segundo o comandante alvinegro, a comissão técnica comunicou o ocorrido aos responsáveis da FIFA e pediu providências para evitar qualquer tipo de observação externa durante a atividade. Ainda assim, o clube identificou a presença de pessoas acompanhando o treino.

“Solicitamos para o pessoal da Fifa envolvido que cuidasse para que não houvesse ninguém acompanhando o treinamento e o pessoal do nosso staff acabou vendo atletas e alguns membros da comissão assistindo. Não deveria acontecer, poderia ter tido um pouco mais de cuidado da Fifa para que a gente não tivesse ninguém no CT, para que a gente pudesse ter a clareza de que ninguém espionaria ou olharia”, comentou o treinador.

Piccinato também citou situações específicas que aumentaram a preocupação da delegação corinthiana durante o período de preparação.

“Ontem, por exemplo, a gente treinou penalidades, e mesmo sendo uma menina da categoria de base, ou ser um treinador da categoria de base, você assistir a um treinamento de pênalti, tirar uma foto de onde a atleta bate pênalti, provavelmente numa disputa a gente teria uma situação ruim. É uma estranheza que a gente teve, entramos com um processo na Fifa. Não sei o que andou a partir disso”, completou.

O caso foi divulgado inicialmente pelo portal Meu Timão. De acordo com relatos de integrantes da delegação do Corinthians, pessoas vestindo uniformes semelhantes aos do staff e da comissão técnica do Arsenal circularam pelas instalações do Barnet FC durante os treinos. O episódio teria se repetido na véspera da final, quando duas pessoas com trajes do clube inglês foram vistas em uma janela com visão para o campo, acompanhando a atividade e fazendo anotações.

Do lado do Arsenal, a técnica Renée Slegers também falou sobre a situação e afirmou que o episódio não passou de uma “infelicidade”, relacionada à presença de atletas das categorias de base no local.

“Eu acho que Corinthians estava jogando no The Hive (sede do Barnet), e tinha jogadoras da academia observando. Foi uma infelicidade”, afirmou a treinadora.

A FIFA informou que irá analisar os dados apresentados pelo Corinthians e que eventuais atualizações sobre o caso serão comunicadas oportunamente. Enquanto a investigação segue em andamento, o Corinthians já volta suas atenções para mais uma decisão. No próximo sábado (07), as Brabas enfrentam o Palmeiras na final da Supercopa Feminina, marcada para as 16h (horário de Brasília), na Arena Barueri.

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