- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na tarde da última quarta-feira, 13 de agosto, o atacante Vitinho, que estava há três temporadas no futebol árabe, foi apresentado como novo reforço do Corinthians no CT Dr. Joaquim Grava. Além disso, também teve passagens por Botafogo (onde foi revelado), Internacional, Flamengo e CSA Moscow, da Rússia.
O novo camisa 29 do Alvinegro chega ao Parque São Jorge como passe livre e oportunidade de mercado, visto a crise financeira que o clube enfrenta. Em entrevista coletiva, Vitinho comentou sobre atuar na Neo Química Arena – agora em condições favoráveis -, visto que já atuou em Itaquera quando defendia o Internacional e Flamengo – entre 2015 e 2022.

“Com certeza é um dos melhores estádios que a gente tem no país (Neo Química Arena), e se tratando do Corinthians também, dos melhores torcidas, então a gente tem tudo pra nós aqui, dentro do Corinthians e dentro da Neo Química Arena, sempre foi muito bom jogar na Neo Química, desfrutar dentro desse campo e eu vou viver isso praticamente a maior parte do tempo agora, com a camisa do Corinthians.”
“Então, acho que só o tempo vai dizer e estar dentro de campo vai ser a melhor resposta que eu vou poder dar, ansioso pra o quanto antes estar pronto e poder realizar todos os meus sonhos, todas as coisas que eu venho visualizando na minha mente quando chegar a hora“, iniciou.
Em seguida, foi questionado sobre como sua história de vida se relaciona com o Corinthians. Nascido no Rio de Janeiro, passou sua infância no Complexo do Alemão e, em 2013, pouco antes de estrear entre os profissionais do Botafogo, sofreu um acidente doméstico, onde acabou caindo em um buraco.
“Acho que, bem breve assim, se eu olhar o cenário, acho que tinha muitos mais qualificados que eu e Deus me escolheu pra estar aqui, pra viver isso, pra ter toda essa caminhada. Então, é muito legal ter chegado até aqui, e chegado num clube como esse. É como eu falei, quando eu tive contato com o próprio Fabinho e com o presidente, com o clube, foi uma coisa magnífica assim.”
“Então, eu acredito que eu tenho uma grande oportunidade de estar aqui e poder me tornar um jogador com identificação. Esse é o meu objetivo e eu sei que eu preciso entregar muito para conquistar isso e é o que eu estou disposto a fazer. Então acho que todos nós, a maioria dos jogadores, se superou e entregou muito para chegar onde está hoje. Não foi fácil em nenhum momento, mas graças a Deus nós conseguimos e estar vestindo a camisa do Corinthians hoje é também uma vitória, uma vitória para mim e para minha família. Então é isso, eu sou muito feliz de estar aqui e agora é o início de uma grande caminhada”, continuou.
Posteriormente, respondeu se é possível fazer a função de meio-campista atuando pelo lado direito no Corinthians, visto que André Carrillo sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo e só deve voltar a jogar no ano que vem. Vitinho também comentou sobre uma possível conversa com o técnico Dorival Júnior.
“Eu passei o primeiro turno todo do Campeonato do Árabe jogando a posição que o Carrillo está jogando, e foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de jogar. No início foi bem difícil, mas com o tempo você vai se adaptando e vai entendendo como é jogar na posição. E no passado dos jogos eu me adaptei bem, terminei jogando o primeiro turno inteiro nessa posição. Então eu já tive essa experiência, creio que se houver necessidade também posso fazer. Eu sei que é uma posição um pouco diferente do que todo mundo está acostumado a me ver jogar, mas eu fiquei muito feliz de ter tido a oportunidade. No início foi um pouco assustador, mas com o tempo e eu sei da minha qualidade, eu consegui desempenhar bem essa função. Então, se houver necessidade do processo de ligar também, contar comigo para jogar uma partida como meia, eu também posso fazer essa posição também.”
Ele acrescentou: “Então, conversamos assim (com Dorival), bem brevemente, mas só o fato de saber que ele estava aqui também já ajudava muito. Eu tive também a oportunidade de estar com o Fabinho um tempo atrás, então eu sei do profissional que ele é, da seriedade que ele tem com o trabalho. O professor Dorival também é um cara incrível do dia a dia e a gente pode ver que ele tem conquistado bastante. Então a gente sempre olha esses cenários e avalia bem. Então, no pouco tempo de conversa que eu tive com ele, eu já estava super animado e foi uma oportunidade de concretizar cada vez mais essa minha vinda para cá.”
Por fim, fez uma análise da situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Atualmente, o Alvinegro ocupa apenas a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro com 22 pontos (cinco vitórias, cinco empates e sete derrotas – 18 gols marcados e 23 sofridos).
“São fatos que a gente avalia antes de tomar uma decisão, com certeza, a gente sabe da expressão que o Corinthians é, a gente sabe dos fiéis apaixonados por esse clube, entende que o Corinthians e a equipe precisam sempre estar numa posição de competição. É claro que mediante a tudo a gente pode viver essas fases difíceis e tem que saber viver elas, a gente se encontra nela agora, é claro que nós como jogadores e o clube queremos crescer e estar o mais alto possível na tabela e chegar lá no final do campeonato com uma arrancada incrível. mas entendendo que a gente vai ser pressionado para dar esse retorno, então é saber viver essa fase, uma fase mais complicada e continuar trabalhando, porque só o trabalho, só o desenvolvimento, só a entrega, consegue nos tirar dessa condição”, finalizou.
Confira abaixo outras respostas de Vitinho na coletiva:
Data de estreia no Corinthians
“É um momento delicado para nós, ter a baixa do Yuri quanto do Memphis. Eu venho de dois meses sem jogar, então estou num período de adaptação ainda. Estou fazendo todos os meus esforços para dar apto a jogar quanto antes. Só a gente vai conversando ali no dia a dia. Eu também tenho feito alguns complementos para acelerar esse processo. Não tenho uma data exata e a gente ainda precisa conversar mais sobre isso. Mas eu estou ansioso para o quanto antes poder estrear pelo Corinthians.”
Posições que pode atuar
“Eu me sinto confortável estando no campo. Eu sei que hoje o Corinthians joga numa função até um pouco diferente que a gente tem acompanhado. Normalmente a gente vê as equipes 4-3-3 e não é assim mais que o Corinthians joga. E eu tive nessa minha última temporada uma rotatividade muito grande de posições. Então, no que for preciso, eu vou estar à disposição do rival e vou dar o meu melhor em qualquer posição que puder jogar.”
Atuar com Memphis Depay e Yuri Alberto / Carinho da Fiel
“Assim, lógico que não é uma situação tão simples, até porque a gente precisa que eles (Memphis e Yuri) estejam em campo para o nosso elenco ficar mais qualificado. É normal e vai gerar muita expectativa de todos para que eu comece a jogar e dê resultado à equipe. Mas ao mesmo tempo eu preciso desse tempo para me adaptar e tratar bem, para não virar também uma baixa. Em alguns momentos a gente pode tentar acelerar o processo e isso não ser bom, mas eu estou fazendo o meu melhor para o quanto antes estar. A questão é o carinho que eu recebi do torcedor da Fiel. Desde o furo do Instagram, que eu postei lá, a página do Corinthians, eu estava muito ansioso para ser divulgado e acabei me excedendo um pouco, mas isso foi bom porque eu recebi um carinho imenso por essa expectativa e essa vontade de estar aqui.”
“Foi um momento incrível para mim, ter jogado com o Seedorf e agora estar jogando com o Memphis. A expectativa é sempre de jogar com todos, mas quando se trata também de um estrangeiro que vem aqui para o país para conhecer a nossa cultura e conhecer o nosso jogo, é fantástico. É indiscutível falar da qualidade técnica do Memphis. Dentro de campo, a gente vai procurar se entender e eu sei o jogador que ele é, da personalidade que ele é. E o meu trabalho vai ser também colocar ele nessa situação, para que ele desenvolva mais o jogo dele e possa fazer muitos gols para nós.”
Sobre altos e baixos na carreira
“Não é o que a gente espera na nossa carreira, sempre ter os altos e baixos que aconteceram comigo, mas foi numa fase diferente, com coisas diferentes acontecendo na minha vida. Hoje eu estou numa fase muito bem plena, graças a Deus, e muito feliz. Eu sei qual é a necessidade que eu preciso entregar aqui, baseado nisso que eu venho. Não quero me estender em palavras, mas em atitudes quando eu começar a jogar e poder demonstrar tudo que eu posso fazer pelo Corinthians.”
Contato com o elenco
“Tive mais contato dentro do CT, a gente não teve muitas atividades, mas eu acompanho o futebol brasileiro, acompanho o Corinthians há bastante tempo e conheço a maioria deles. A gente vê pela entrega e atitude. São jogadores que querem atingir o seu lugar ao sol, principalmente no Corinthians e no cenário do futebol brasileiro. Têm mostrado tanta dedicação, é um time que acabou de ser campeão Paulista, então isso demonstra a vontade de vencer e trazer o Corinthians para a vitrine, que ele precisa estar. Desde esses contatos que eu tive aqui e pelo que eu já assisti, é para sentir que é um time que busca muito vencer e alcançar os objetivos do clube.”
O que você almeja no Corinthians, Vitinho?
“Estou no ponto de conquistar mais ainda e principalmente me identificar com a torcida. Eu vejo uma torcida apaixonada, a Fiel é uma torcida incrível. Todas as oportunidades que eu tive de jogar contra o Corinthians foi uma das coisas mais loucas que eu já vi, é incrível. Primeiramente trazer títulos para o clube, o Corinthians merece estar no topo da tabela dos clubes e, consequentemente, ter identificação com o clube e com a torcida.”
Posição que Dorival pode utilizá-lo
“Com relação à posição, foi como eu falei, o Corinthians jogando um sistema com dois atacantes, um meio por trás. Então, essas posições são as posições que eu acredito que o professor Dorival tem a intenção de me colocar, mas ainda não tivemos esse contato, até porque eu estou ainda nessa fase de treinamento, de ritmo, de adquirir essa condição física. Eu tenho certeza que em breve a gente vai conversar mais sobre isso. Eu estou aberto para que ele possa escolher, para ele escolher onde eu posso jogar, e vai depender muito também da necessidade do time, do jogo, no calendário. Então, acho que é isso, é dar tempo ao tempo, estar bem fisicamente, e essa questão do campo a gente vai se adaptando, vai desenvolvendo com o passar do tempo.”
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