- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho, em primeira instância e com possibilidade de recurso, a pagar R$ 1,223 milhão ao ex-fixo Allan Barreto, que defendeu a camisa corinthiana nas temporadas de 2022 e 2023. O atleta anunciou oficialmente sua aposentadoria em fevereiro de 2025, em virtude de uma contusão no joelho. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo.
Em sua sentença, a magistrada substituta Taiguer Lucia Duarte, da 32ª Vara do Trabalho de São Paulo, entendeu que a lesão de Allan Barreto deve ser considerada como acidente de trabalho, já que acabou impossibilitando, de maneira permanente, o exercício da profissional do jogador, de acordo com a perícia judicial do caso.

No processo, Allan Barreto afirmou que, no dia 27 de outubro de 2022, acabou sofrendo uma lesão no menisco joelho direito e, mesmo lesionado, foi obrigado pelo Corinthians a continuar atuando, o que teria gerado um agravamento da lesão e, consequentemente, a necessidade da realização de três procedimentos cirúrgicos. A quantidade de cirurgias fez com que o ex-fixo pendurasse suas chuteiras.
Na decisão de primeira instância, a juíza acatou as solicitações de indenização do atleta relacionadas à danos morais e existenciais – cada um por volta de R$ 50 mil: “A incapacidade total e permanente para o exercício da profissão de atleta de futsal – atividade a que o reclamante (Allan) dedicou anos de treinamento, disciplina e construção de carreira – representa quebra abrupta e irreversível de seu percurso profissional. Trata-se de perda que ultrapassa o sofrimento subjetivo indenizado a título de dano moral, e que caracteriza, com base em elementos próprios, o dano existencial, já que atinge a própria realização pessoal e o sentido de identidade profissional”, afirmou a magistrada do caso.
Além disso, Taiguer também admitiu o direito do ex-jogador a receber uma pensão a título de indenização por danos materiais, refere ao que Allan acabou perdendo e/ou deixou de ganhar com o encerramento precoce de sua carreira. Desta maneira, o Corinthians terá que indenizar o atleta com uma pensão que equivale a 100% dos salários que teria que receber até os 40 anos de idade. Neste momento, ele possui 36 anos.
Na determinação da juíza, o Corinthians terá que pagar a pensão em parcela única e, com isso, haja um abatimento de 30% sobre as cifras correspondentes relacionados às prestações que estão próximas de vencer. Segundo o ge.globo, o valor deve ficar na faixa de R$ 800 mil. Ao incluir, a indenização por período de estabilidade (por volta de R$ 100 mil) e verbas trabalhistas ligadas ao reconhecimento de imagem como salário, o que valor chega a justamente R$ 1,223 milhão.
Em sua defesa, o Alvinegro contestou a ocorrência do acidente de trabalho e argumentou que a contusão do atleta era ligada a um processo degenerativo, isto é, que não tinha ligação com a atividade desempenhada pelo atleta. Além disso, o Alvinegro discordou da perícia médica feita ao longo do processo.
Em manifestação sobre a condenação, o Corinthians afirmou que não comenta processos que estão em andamento. Ambas as partes, sendo a do jogador representada por Ivania Garcia, apresentaram recursos que serão julgados em segunda instância pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). Com a camisa corinthiana, foram 12 gols marcados em 35 jogos, tendo sido campeão da Liga Nacional de Futsal (LNF) pelo clube em 2022.
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