- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Com gols do zagueiro Gabriel Paulista e do lateral-esquerdo Matheus Bidu, o Corinthians venceu, na noite da última quinta-feira (12), na Neo Química Arena, o Red Bull Bragantino, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. A equipe corinthiana conquistou seu primeiros três pontos na competição, em dois jogos, e está na 12ª colocação – três gols marcados e dois sofridos.
Em entrevista pós-jogo à imprensa na zona mista da Arena, o goleiro Hugo Souza celebrou a marca expressiva em defesas de pênalti que atingiu pelo Corinthians, o bom histórico diante do Red Bull Bragantino, o interesse de clubes europeus em seu futebol, Seleção Brasileira, volta por cima na carreira desde a chegada no Alvinegro, se é o melhor da posição no país e a segurança defensiva de Gustavo Henrique e Gabriel Paulista.

Confira abaixo as respostas do goleiro Hugo Souza:
Terceiro goleiro que mais defendeu pênaltis pelo Corinthians e a proximidade dos 100 jogos pelo clube
“Cara, graças a Deus, né? Eu tô muito feliz por poder somar esses números individuais e sempre falam que eu queria construir uma história bonita aqui nesse clube. Eu acho que cada jogo, cada dia tem sido um capítulo bonito, cada marca que eu consigo bater. O mais importante é que essas marcas têm ajudado a equipe, têm ajudado o clube. Eu acho que esse é o propósito principal, né? Que o individual apareça a nós pra ajudar no coletivo, que é o principal. E eu fico muito feliz por estar sendo dessa forma. É uma vitória minha, mas também de tudo que envolve a minha vida, a minha carreira, a minha estrutura, minha família, minha noiva, meus amigos. Acho que é uma vitória de todo mundo, então tenho que agradecer a todo mundo que tá fazendo parte disso, ao grupo, à torcida. Então espero que venham muito mais e que esses números possam sempre ajudar o Corinthians.”
Bom histórico contra o Red Bull Bragantino e relembra gol sofrido no Derby de domingo (8)
“Como eu sempre falei, estou aqui para ajudar, para ajudar para isso aí que eu estou aqui mesmo, para poder estar ali na hora que o time precisa de mim. Eu tenho me cobrado bastante, eu acho que no início da temporada talvez não tenha sido o melhor nível e eu me cobro muito, tenho noção disso, mas acho que os últimos três ou quatro jogos já tive uma evolução muito grande. É óbvio que às vezes acontecem coisas que a gente não consegue controlar, tipo o último jogo ali, um gol que acabou saindo de um rebote, mas com um chute desviado, uma bola super difícil, todo mundo tinha muito o que fazer e acabou tomando gol no rebote, mas eu acho que eu tenho conseguido voltar a minha melhor parte técnica e física para poder ajudar o Corinthians e eu fico muito feliz em poder ajudar a equipe, como foi hoje também.“
Interesse de clubes europeus em seu futebol; ressalta que está feliz no Corinthians
“É de uma gratidão muito grande, né? E é normal que os clubes olham, que as propostas apareçam, porque acho que isso é fruto de trabalho bem feito e reconhecido. Mas eu tô muito focado em continuar fazendo história aqui, né? Tô muito feliz aqui. E eu fico feliz por poder ter saído de uma realidade diferente do que eu vivo hoje, por ter conseguido transformar isso em realização de sonhos, né? Talvez há dois anos atrás, mais ou menos, ali. Tava voltando de Portugal, desacreditado, tinha sido rebaixado pro clube lá. E tava numa situação onde eu tinha contrato com o Flamengo, mas eu tava sem clube e o Corinthians apareceu nesse momento da minha vida e fez com que o final momento da minha carreira virasse o melhor. Então, eu sou muito grato a esse clube, muito grato a essa torcida, muito grato ao estádio, muito grato às pessoas que fazem parte do dia a dia. E eu acho que eu tento transparência isso dentro do campo, por mais que as vezes as coisas não aconteçam. Aconteceu da forma que a gente espera é a forma que eu tenho de agradecer isso assim dando meia vida no campo.”
Melhor goleiro do Brasil?
“Eu acho que eu tenho que trabalhar para ser melhor do que eu mesmo. A minha luta é comigo, me abreia comigo mesmo, porque eu sei que fazendo meu melhor eu estou perto de ajudar a equipe, estou mais próximo de bater os números individuais em prol dos Corinthians, mas isso aí não sou eu que respondo. O Brasil é recheado de grandes talentos, grandes goleiros. A competição é muito alta e eu sei que eu tenho que respeitar o trabalho deles e assim eles me respeitam, mas eu trabalho demais para ser melhor do que eu mesmo todos os dias.”
Segurança defensiva de Gabriel Paulista e Gustavo Henrique
“Acho que é importante a gente ter a caixa que a gente tem, os jogadores que a gente tem, Gabriel, Gustavo, André, todos eles passaram pela Europa e tiveram uma carreira consistente, uma carreira vitoriosa e tem que ser respeitado, tem que ser respeitado por isso. São grandes jogadores que me dão total segurança para eu poder desempenhar meu trabalho e eles me ajudam muito, me ajudam demais e a gente conversa bastante dentro dos treinos, dentro dos jogos para que a gente possa continuar consistente, que a gente possa sofrer poucos gols no jogo e são atletas que estão aprendendo todo dia e eu tenho o prazer de trabalhar com eles.”
Qual seria o título da capa do seu livro para enaltecer a sua volta por cima na carreira atuando pelo Corinthians?
“Eu acho que eu vou ter que pensar para poder citar essa resposta aí da capa do livro, porque é algo que eu não posso falar assim da boca para fora porque é uma história bem interessante, precisa ser pensado para poder citar a melhor frase. E pode deixar isso aí como missão que eu vou pensar, porque é algo que realmente mudou minha vida. Eu sou muito grato por isso e eu faço tudo para que esse capítulo e essa história minha aqui no Corinthians possa se perpetuar. Então, essa resposta aí eu vou ter que pensar para te falar depois.”
Lições da derrota contra o Palmeiras no Derby pelo estadual e jogo decisivo no domingo, também pelo Paulistão, contra o São Bernardo, fora de casa
“Na verdade, o que foi falado foi falado entre todo mundo. A gente está no caminho certo. Todo mundo viu o jogo contra o Palmeiras, independente do resultado. Foi um resultado que a gente não esperava, mas a gente foi muito melhor no jogo. A gente criou melhores chances. A gente encurralou o time do Palmeiras para trás o tempo inteiro. A gente foi talvez 80% do jogo melhor que o time deles. A gente foi muito superior, mas o futebol é isso. Tem dia que a bola não entra e os caras foram cirúrgicos. Eles tiveram dois ou três ataques e eu acabei defendendo uma ou duas bolas, mas até aquela que eu defendi no rebate eles fizeram gol. Bom, acho que a estratégia deles era aquela, mas a gente fez um jogo bem dominante.”
“E a minha palavra (no vestiário) foi que a gente está no caminho certo. Se a gente jogar daquele jeito, a gente vai com condição de bater contra qualquer equipe. A gente teve a certeza disso. Tivemos uma final contra o Flamengo e um jogo contra o Palmeiras onde a gente foi muito bem nos dois jogos. Então a gente tem capacidade de jogar contra qualquer equipe. Equipe de igual para igual e poder desempenhar a nossa ideia de jogo, poder desempenhar a nossa qualidade porque a gente tem noção do nível que a gente pode apresentar.”
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