- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
Após o empate do Corinthians por 1 x 1 diante do Palmeiras e derrota nos pênaltis na Supercopa Feminina no último sábado (7), a experiente zagueira Erika revelou que não gostaria de ter levado a final pras penalidades, mas pontuou que a equipe está em um começo de temporada intenso e tende a melhorar com a continuidade do trabalho.
“Não gostaria e não queria que fosse para os pênaltis, porque eu não sei se o pênalti é sorte, se é competência, até hoje eu não sei, se vocês souberem vocês me avisem. E as meninas batem muito bem, né? As goleiras também e tudo mais. Então é aquilo, às vezes vai muito bem no jogo, você está super confiante, arruma a bola e erra. E aí? Acaba todo o começo do ano”, disse a defensora.

“Mas a gente está trabalhando para isso, nós tivemos pouco tempo para tudo. E é aquilo, em 20 dias nós tivemos dois campeonatos, jogamos contra o Arsenal e já voltamos. E eu falei, meu Deus do céu. Mas a gente está fazendo o trabalho de pouquinho em pouquinho. E hoje a gente teve uma final com um clássico sensacional, porque nós fomos para os pênaltis. Eu abomino os pênaltis, vamos tirar pênaltis, a gente tem que ir de pouquinho em pouquinho, 90 minutos. Mas acho que a gente precisa se cobrar um pouco mais dos 90 minutos, porque é clássico e clássico se resolve em detalhes. Então é mais importante a gente chegar na frente do gol, colocar essa bolinha, ter mais concentração. Faz parte do trabalho.”, continuou.
Erika também falou sobre a jovem atacante Jhonson, que teve a oportunidade de converter o pênalti que daria o título ao Corinthians, mas acabou parando na goleira adversária. A defensora ressaltou que a atleta converteu outras cobranças decisivas e afirmou que iria conversar com a jogadora com a cabeça fria.
“Ela é uma que sempre gosta de bater e gosta de se apresentar para bater. Então é ter a cabeça no lugar, a gente fala com ela, a gente falou ali, mas deixa absorver, deixa do jeito dela hoje, amanhã, outro dia, e a gente vai de pouquinho em pouquinho. Mas entender que a gente precisa trabalhar e trabalhar correto para isso e não deixar acontecer os penaltis, porque a gente tem capacidade para chegar em 90 minutos e colocar um pouco mais de detalhes. Então isso é muito importante”, afirmou a zagueira.
A experiente defensora também negou frustração pela derrota nas duas primeiras finais de 2026 e ressaltou que a equipe confia no trabalho realizado internamente. Erika voltou a falar sobre a necessidade de seguir realizando ajustes para a sequência da temporada.
“Cara, não sei nem se a palavra é frustrar, sabe? Porque a gente está no começo de ano, nós já disputamos dois campeonatos, fomos para as finais. Em pouco tempo, em 20, 30 dias, estourando, treinando para que desse certo tudo. Chegamos nas finais, tivemos bons resultados lá fora também, que é algo desconhecido para a gente, né? A gente não fala tanto do nosso trabalho, da dúvida do nosso trabalho, porque a gente não sabia o que era esse desconhecido, jogar contra o Arsenal, o Gotham e tudo mais”, disse.
“Então acho que é mais isso, não é dúvida do nosso trabalho, é saber como será um jogo entre Corinthians e alguma equipe de lá de fora. E aí quando a gente volta para cá, já tem um desafio gigante, que é um clássico, jogar contra o Palmeiras, mas a gente tem que aproveitar, porque são detalhes que ganham uma partida, um clássico como esse, a gente não pode bobear, tem que trabalhar muito mais, para resolver em 90 minutos. Acredito que nós temos cabeça para isso também, time para isso, uma grande equipe para isso, mas agora é de pouquinho em pouquinho. Baixar a cabecinha ali, amanhã se for folga, recuperar e trabalhar, porque a gente tem um ano completo ainda”, complementou.
A zagueira também falou sobre a possibilidade de atuar na Neo Química Arena em breve, possibilidade comentada pelo presidente Osmar Stabile em meio a problemas para mandar jogos no Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, no período noturno. Erika celebrou a chance de jogar em Itaquera e ressaltou o apoio que a equipe recebe da Fiel no estádio.
“Cara, se ele falou isso, que eu não estou sabendo, mas se ele falou isso, amei, que legal. A gente gosta muito da Fazendinha, a nossa casa, mas infelizmente a gente ainda tem alguns contratempos em relação a isso, e mais ainda, saber que a gente vai jogar na Neo Química Arena, lá a gente lota, lá a galera vai mesmo, a gente gosta, está em casa, e isso tudo é consequência, então onde estiver ali, a gente vai fazer o nosso melhor, pode ter certeza, mas eu fico feliz de saber disso”, comentou a jogadora.
Por fim, a zagueira corinthiana também falou sobre os comentários da atacante Gabi Portilho após a vitória do Corinthians sobre o Gotham FC, dos EUA, sua atual equipe. Na ocasião, a jogadora fez críticas à gestão do Timão e revelou que a vitória iria “mascarar muitas coisas”. Erika disse que talvez não era o melhor momento para este tipo de fala, mas disse entender a atleta e torcer pelo seu sucesso.
“Faz parte, cara. Cada uma tem um jeito de reagir, depois que sai do clube, e talvez ela tenha alguma mágoa ainda sobre muitas coisas que aconteceram, como muitas aqui também, isso é normal. Talvez não fosse tão um momento assim de soltar algumas coisas, porque ela sabe o que a gente vive, ela sabe o que a gente passa também, talvez por isso que ela tenha falado o que falou, e é normal isso. Mas aquele momento talvez exaltar, porque foi tão bonito para a gente, foi tão legal, e ela já esteve desse lado. Mas a Portilho tem uma cabeça super tranquila em relação a tudo isso, ela sabe muito bem o que ela fala, sabe muito bem o que ela faz, o quanto ela já ajudou a gente aqui, e só deixa a Portilho trabalhar, e a gente vai ficar feliz com os resultados que ela também está fazendo lá fora, e é isso, a gente segue”, finalizou.
Agora, o Corinthians agora volta a campo no próximo dia 13, sexta-feira, às 21h (de Brasília), diante do Atlético-MG na estreia do Brasileirão Feminino 2026. O duelo acontecerá na Arena MRV, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
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