- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
O Corinthians recebeu, na tarde deste domingo, 3 de agosto, o Fortaleza, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena, e acabou empatando por 1 x 1. O gol corinthiano foi marcado pelo meio-campista André Carrillo. O resultado fez com que o Alvinegro se mantivesse no meio da tabela com 22 pontos (cinco vitórias, sete empates e seis derrotas – 17 gols marcados e 21 sofridos).
O técnico Dorival Júnior, instantes após o apito final, concedeu entrevista coletiva aos jornalistas e projetou o duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, marcado para às 21h30 (horário de Brasília), diante do Palmeiras, no Allianz Parque: “É difícil, a gente nunca sabe como nós entraremos em campo. A preparação é nesse sentido. Por isso, nos preocupamos em nos resguardar nessa partida. Para que nós possamos ter, pelo menos, uma equipe descansada, recuperada e, espero eu, bem treinada para um jogo de tal maneira importância. É um jogo que você não pode errar.”

“Tanto de um lado quanto do outro, você pode pagar um preço muito alto. Tivemos um jogo muito igual à primeira partida. Imagino que a segunda seja da mesma forma. Pequenos detalhes poderão fazer a diferença. Eu espero que sejamos preparados para toda e qualquer situação”, iniciou.
Em seguida, o comandante fez uma avaliação do elenco corinthiano e afirmou que o time é “competitivo”, ressaltando algumas carências coletivas. Ele também comentou que alguns atletas ainda estão buscando a sua melhor forma, incluindo a presença – ao mesmo tempo – do trio decisivo – Rodrigo Garro, Memphis Depay e Yuri Alberto.
“Nós temos uma equipe competitiva, sim, desde que todos os jogadores (estejam) em campo. Temos algumas dificuldades em algumas funções também, reconheço. Nós não tivemos essa equipe constantemente ou frequentemente nas partidas anteriores, talvez estejamos com um número de pontos inferior em razão do pouco aproveitamento desses atletas, todos eles em um mesmo momento. Há três rodadas, recebemos esses jogadores, estamos tentando com que atinjam as suas melhores condições, para que a cada partida a gente possa evoluir, tendo e ganhando algumas opções a mais no nosso grupo.”
Ele acrescentou: “Estamos buscando de todas as maneiras uma montagem que faça com que, em dois tempos, você possa manter a mesma regularidade. Sinto que estamos com algumas dificuldades, é normal isso, mas acredito também que existirá um crescimento dessa equipe. Temos que buscar o mesmo acompanhamento que estamos tendo, e na confiança que, daqui a pouco, esses jogadores reencontrem essa melhor condição. Em outros momentos já tiveram essa situação e fizeram campanhas até superiores a esse momento, a esse instante da competição. Porém, a dificuldade é grande, muito em razão desse problema que tivemos, em que vários jogadores ficaram um bom tempo fora de combate“, continuou.
Posteriormente, o treinador corinthiano novamente foi questionado sobre a busca por reforços nesta janela de transferências, aberta desde o dia 10 de julho e com término em 2 de setembro. Em sua resposta, voltou a mencionar o entendimento de que a equipe necessita de ao menos quatro atletas, dito em sua chegada em reunião com o executivo de futebol Fabinho e o presidente afastado Augusto Melo.
Ao mesmo tempo, se mostrou ciente da situação financeira delicada do clube do Parque São Jorge. Em 2025, a única contratação do Corinthians foi o lateral-esquerdo Fabrizio Angileri vindo do Getafe, da Espanha, de maneira gratuita.
“Olha, eu acho que isso daí é um acerto inicial, eu pontuei aquilo que eu pensava em relação à equipe, via necessidades e foram pontuadas. Por outro lado, eu trabalho com o grupo que eu tenho e eu acredito e valorizo sempre aqueles jogadores que aqui estão. Caso cheguem ou não cheguem, aí é uma outra situação. Fabinho (Soldado) está trabalhando muito para que tudo isso aconteça. Eu sei das dificuldades que nós temos no mercado. Não adianta aqui eu me desesperar com uma situação. Eu tenho consciência daquilo que a gente poderia realizar se tivéssemos um elenco um pouco mais encorpado. Seriam jogadores pontuais, mas muito importantes.”
Dorival também disse que a perda de Yuri Alberto por dois meses, somando a não presença de um atleta com essas características no elenco, dificultaram a sequência e o desempenho da equipe ao longo das partidas.
“Nós perdemos aí o Yuri (Alberto), por exemplo. A característica do Yuri é fundamental para a nossa equipe. Nós não tivemos ao longo de muitas rodadas um atleta. Sequer parecido com esse perfil. Então, em algumas funções nós precisamos. Nós vamos tê-los a partir do momento que o clube possa nos proporcionar. Não acontecendo, eu não tenho que ficar preocupado com isso. A minha preocupação tem que sair com um grupo, com um elenco, valorizando, tentando melhorar, tirar o máximo possível de cada um.”
“As oportunidades estão sendo dadas, cada um vai dar o seu recado. Eu acho que é essa condição de uma comissão técnica e de um treinador no momento como esse. Eu tenho que buscar alternativas dentro da crise que aqui estão, trabalhando para que possa melhorar e nos proporcionarem uma ótima resposta.”
Por fim, fez um balanço da evolução defensiva da equipe comparado ao desempenho que o Corinthians tinha no início do ano com a comissão técnica argentina Ramón Díaz. Em sua resposta, evitou comparações com o trabalho anterior e detalhando os trabalhos defensivos da atual comissão técnica.
“O que eu vejo é que nós insistimos muito com o trabalho de comportamento, de posicionamento, corrigimos muita coisa dentro da nossa visão, não em razão do que vinha acontecendo. Cada um tem uma maneira de jogar, cada um tem uma maneira de estruturar sua equipe, eu falo em cima daquilo que a gente pensa em relação ao futebol, jamais a respeito do trabalho ou dos trabalhos anteriores de profissionais que estavam nos clubes que eu cheguei.”
“Eu procuro colocar aquilo que eu penso, trabalhamos muito com o comportamento, o desenvolvimento passa muito por uma mudança comportamental de todos os jogadores. Eu falo comportamentos individuais e comportamentos coletivos, eu acho que futebol você tem que respeitar alguns processos que são importantes e tentar cumpri-los o máximo possível, isso acontecendo você diminui a chance de tomar gol.”
Também disse que algumas desatenções tem impedido o Corinthians de conquistar melhores resultados: “Porém, ainda não é o ideal. Um detalhe ou outro ainda tem nos faltado e, com isso, nos tirado a possibilidade de melhores resultados. São pequenos problemas que acontecem ao longo de uma partida, mas que nos tiram a possibilidade real de um resultado um pouco diferente. Nós deixamos aí pelo caminho pelo menos oito, nove pontos aí que seriam muito importantes nesse momento da tabela de classificação“, finalizou.
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