- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na tarde deste domingo (30), o Corinthians recebeu o Botafogo, na Neo Química Arena, em confronto válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro e acabou empatando pelo placar de 2 x 2. Mesmo com a igualdade, o Alvinegro ainda ganhou três posições na tabela e, neste momento, ocupa a nona colocação com 46 pontos. O volante Raniele e o zagueiro Gustavo Henrique marcaram os gols corinthianos no duelo.
Após a partida, o técnico Dorival Júnior concedeu coletiva aos jornalistas presentes e fez uma análise da partida diante do time carioca. O comandante acredita que o Corinthians fez ‘uma grande partida’ e lamentou a queda de rendimento do time na segunda etapa – após desperdiçar chances na primeira etapa -, uma vez que o Botafogo teve uma evolução entre um tempo e outro.

“Primeiro aspecto, o futebol tem uma máxima. Você faz um primeiro tempo daquele, do nível que nós fizemos, do volume que nós tivemos, nós criamos, além do gol, pelo menos umas quatro, cinco oportunidades reais e não fomos felizes nas conclusões. Com isso, você traz naturalmente para um segundo tempo as mudanças naturais de uma equipe, que foi o caso do Botafogo. Uma equipe que hoje briga pelas melhores posições no Campeonato Brasileiro, não por um acaso. Tem jogadores de muito bom nível, de muito boa qualidade, uma equipe muito regular ao longo de toda a competição. Em momento nenhum teve muitas dificuldades, pelo menos que eu me lembre. Teve apenas um momento que oscilou consideravelmente, mas não é o caso nesse instante”, iniciou.
O treinador ressalta que, no segundo tempo, o Corinthians teve dificuldades em ajustar a marcação pelo lado esquerdo botafoguense – de onde saiu o gol de empate dos cariocas, marcando pelo lateral Cuiabano, gerando um confronto de ideias táticas.
“Em muitos momentos, as nossas alterações são provenientes daquilo que o próprio Botafogo alterava, eu falo alterações táticas. O Botafogo fazia uma mexida, ou nós fazíamos uma mexida, o Botafogo também cobria a mesma situação. Assim foi durante todo o primeiro tempo, assim foi também durante o segundo tempo. Agora, sofremos sim os dois gols. Foi uma pena pela partida que vínhamos fazendo. Não voltamos bem para o segundo tempo. É uma situação que nos incomoda bastante, temos que corrigir isso para que não venhamos a cometê-las novamente nesses momentos finais, tanto do Brasileiro quanto, se Deus quiser, das semifinais da Copa do Brasil”, continuou.
Posteriormente, o treinador falou sobre uma estatística trazida pela Central do Timão na coletiva, onde 13 dos 33 gols sofridos pelo Alvinegro desde sua chegada aconteceram nos 15 primeiros minutos de cada tempo. Ele entende que é apenas uma ‘coincidência.
“É muito difícil saber. Para mim é uma coincidência. É um detalhe que preocupa, sim, mas acontece. Não tem como você avaliar uma situação como essa, até porque na maioria dessas partidas nós viramos o tempo jogando muito melhor que os adversários. É interessante isso, mas realmente aconteceu. Sinceramente, eu não tenho o que falar, em razão de a não ser que seja uma coincidência grande tudo aquilo que veio acontecer, porque alerta, mais do que alerta no nosso retorno. Eu me preocupo em todos os momentos, quer estejamos ganhando, perdendo ou empatando. O principal ponto que nós trabalhamos é justamente você remotivar esse grupo para o retorno do segundo tempo. E realmente, em algumas partidas, aconteceu isso”, complementou.
O treinador do Corinthians também elogiou Vitinho, que vem sendo o décimo segundo jogador da equipe nas últimas partidas e desponta como uma boa alternativa para os jogos das semifinais da Copa do Brasil, nos dias 10 e 14 de dezembro, contra o Cruzeiro. O camisa 29, no jogo de hoje, entrou aos 30 minutos da etapa final no lugar de Rodrigo Garro e deu a assistência para o gol de empate, marcado pelo zagueiro Gustavo Henrique, depois de uma boa jogada individual pelo lado direito, aos 37 do segundo tempo.
Contratado no meio deste ano, Vitinho possui duas assistências em 13 jogos pelo Corinthians (três como titular). O atleta já havia trabalhado com Dorival Júnior nos tempos de Flamengo, na temporada 2022, antes de se transferir para o mundo árabe.
“Olha, eu acho que os jogadores terão seus momentos e aqueles que entrem, dando um recado, é natural que buscarão uma posição mais efetiva. O Vitinho vinha num momento de evolução. De repente, teve uma parada em razão de uma lesão. Está voltando, está recuperando as suas melhores condições. É um jogador que em todos os momentos têm entrado muito bem. Fico feliz com isso. Não veio para o Corinthians por um acaso. O jogador, em outra equipe comigo (no Flamengo em 2022), havia desenvolvido um grande ano, tanto é que saiu vendido. E eu espero que ele continue dessa forma, lutando pelo seu espaço, brigando pela sua melhor condição e nos ajudando em todos os sentidos”, afirmou.
Por fim, comentou sobre Gui Negão. Autor de cinco gols em um intervalo de dois meses pelo Corinthians, o jovem – de 18 anos – perdeu espaço e passou a entrar somente ao longo dos segundos tempos das partidas, principalmente após os atacantes Yuri Alberto e Memphis Depay retornarem de lesão. Do dia 15 de outubro para cá, o camisa 56 só iniciou entre os 11 iniciais as partidas contra Santos (F), Cruzeiro (F) e Botafogo (C).
O jovem, que fez toda sua base no Corinthians, estreou na equipe profissional em junho e já possui 23 jogos como profissional (13 como titular), com cinco gols e duas assistências. Ele foi decisivo nos jogos contra o Athletico-PR, pelas quartas de final da Copa do Brasil, marcando nos jogos de ida e volta.
“Olha, é muito simples, para cada partida você precisa de uma determinada função. E eu avalio isso muito. Não é só a parte técnica do atleta, mas a parte tática também, que para mim é importante. Hoje nós precisávamos também de um jogador que, em alguns momentos, nos desse uma amplitude. No caso, o Dieguinho faz muito bem isso, em outros momentos com liberdade para poder entrar por dentro, abrindo o corredor para a passagem do Matheus. Um pouco diferente de outros jogos. Quando nós jogamos com dois homens, ora Memphis, ora Yuri, ora Yuri e Gui Negão. E também tivemos um bom aproveitamento. Então vai muito daquilo que o adversário apresente e das necessidades que a nossa equipe tem”, finalizou.
O Corinthians, após o tropeço contra o Botafogo, voltará aos gramados na próxima quarta-feira (3), às 19h30 (de Brasília), diante do Fortaleza, na Arena Castelão, pela penúltima rodada do Brasileirão, buscando encerrar o torneio nacional ao menos entre os oito primeiros colocados.
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