- Por Henrique Vigliotti e Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
O Corinthians decidiu pela saída de Renan Bloise, que ocupava o cargo de gerente de futebol e scout no clube. A notícia sobre o desligamento foi publicada inicialmente pela página Time do Povo e confirmada posteriormente pela Central do Timão.
Além disso, a reportagem ainda apurou que a opção pela saída do profissional não partiu do executivo de futebol Marcelo Paz. O agora ex-gerente de futebol já se despediu dos funcionários do clube e jogadores na manhã desta quarta-feira (8).

A decisão foi tomada diretamente pelo presidente Osmar Stabile. Ainda de acordo com as informações apuradas, a saída de Bloise não está relacionada à chegada de Lucas Vergne, ex-Vasco da Gama, que assume a função de analista de desempenho no time alvinegro, agora sob o comando de Fernando Diniz.
Nos próximos dias, a tendência é que o Corinthians vá ao mercado em busca de um novo gerente de futebol para fortalecer o departamento. Por outro lado, neste momento, a diretoria não pretende priorizar a contratação de um profissional exclusivo para a área de scout.
Internamente, Renan Bloise exercia funções que iam além de sua posição oficial. Incentivado por Fabinho Soldado, ex-diretor executivo com quem já havia trabalhado, passou a frequentar os treinos à beira do gramado e atuava como uma ponte entre diretoria, comissão técnica e jogadores.
Com domínio do inglês, Bloise também tinha papel relevante na comunicação com atletas estrangeiros, funcionando inclusive como tradutor de Memphis Depay. Até a última terça-feira, por exemplo, esteve ao lado do camisa 10 durante uma conversa com Fernando Diniz, auxiliando na tradução.
Mesmo após a saída de Fabinho Soldado, no fim de 2025, Bloise permaneceu no clube e manteve prestígio interno, contando com o apoio do executivo Marcelo Paz. Em determinado momento, o dirigente indicou que via Bloise como opção para a gerência de futebol, enquanto o clube analisava — sem avanços — a possibilidade de contratar um ex-jogador para o cargo.
Apesar disso, nos bastidores havia pressão de setores da política do clube pela saída do profissional, especialmente por sua ligação com Soldado. Inicialmente, o presidente Osmar Stabile havia descartado essa possibilidade, com respaldo de Marcelo Paz, mas acabou optando pela demissão.
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