- Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão
O Corinthians informou à Justiça de São Paulo que enfrenta mais de R$ 700 milhões em “perdas prováveis” relacionadas a ações judiciais em andamento nos tribunais paulistas contra o clube, de acordo com informações divulgadas inicialmente pela ESPN.
Os dados constam em planilhas anexadas pelo clube do Parque São Jorge ao processo do Regime de Centralização de Execuções (RCE), que tramita na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A ESPN teve acesso ao material, e o Corinthians confirmou as informações, ressaltando que “esses números não representam dívidas líquidas, certas e exigíveis, mas sim prognósticos processuais que podem, ou não, vir a se confirmar no futuro”.

Entre os valores classificados como perdas prováveis estão débitos com empresários, ex-atletas e outras obrigações diversas. Somente as pendências com agentes somam cerca de R$ 300 milhões. A maior parte desse montante envolve o empresário Giuliano Bertolucci, referente a comissões de jogadores como o ex-volante Ramiro. Já Carlos Leite aparece com mais de R$ 70 milhões a receber, em negociações que incluem atletas como Cássio, Fagner, Camacho, Renato Augusto, entre outros. O agente André Cury, por sua vez, tem mais de R$ 40 milhões listados.
Débitos com órgãos públicos também representam uma parcela significativa, ultrapassando os R$ 300 milhões, distribuídos em diferentes processos. Além disso, ações movidas por ex-jogadores como Gil, Robson Bambu, Thiaguinho, Giuliano, Ederson e outros somam aproximadamente R$ 40 milhões em discussão judicial.
O documento também aponta ações consideradas atípicas. Uma delas envolve uma dívida de cerca de R$ 10 milhões com a família do cantor Tim Maia e a produtora Warner/Chappel, caso revelado pela ESPN na semana anterior. Em outro processo, o Corinthians lista um débito de R$ 16 milhões por não ter realizado o plantio de 76.400 mudas de árvores, obrigação ambiental prevista como compensação pela cessão da área onde foi construído o CT do clube, no Parque Ecológico do Tietê.
Há ainda uma ação no valor de R$ 1,2 milhão relacionada a um acidente de trânsito. No caso, um homem foi atropelado por uma kombi pertencente ao Corinthians, utilizada para transportar alunos de uma escolinha do clube. A instituição acabou incluída no processo e enfrenta complicações judiciais.
Na semana passada, a Justiça de São Paulo homologou o plano de pagamento apresentado pelo Corinthians dentro do RCE para a quitação de dívidas. O valor inicial aprovado foi de R$ 190 milhões, referente a execuções em estágio mais avançado, mas esse montante pode aumentar conforme novas ações sejam incluídas na lista de pagamentos.
Em decisão publicada nesta quarta-feira (21), o tribunal determinou que o clube inicie o pagamento dos débitos já no mês de março, utilizando as receitas obtidas em fevereiro.
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