- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Assim como fez com as gestões de Andrés Navarro Sanchez (2018-2020) e Duílio Monteiro Alves (2021-2023), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também iniciará um processo de investigação sobre o possível uso indevido do cartão corporativo do Corinthians durante a gestão Augusto Melo, que tomou posse em janeiro de 2024 e está afastado do cargo desde o dia 26 de maio.
A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo. Na última quinta-feira, 7 de agosto, o atual gerente financeiro do Corinthians, Roberto Gavioli, participou de uma oitava com o promotor do caso, Cássio Roberto Conserino, que fez uma solicitação para que o Alvinegro disponibilize as faturas do cartão corporativo do clube durante o período da gestão de Augusto Melo.

Até o momento, não foram encontrados indícios de que o cartão do Corinthians tenha sido utilizado irregularmente durante o mandato do presidente afastado. No entanto, o Ministério Público escolheu ampliar as investigações após a coletiva do presidente do Conselho Deliberativo do Alvinegro, Romeu Tuma Jr, onde afirmou que, no regimento interno da instituição, não há uma regulamentação para a utilização desta forma de pagamento.
Há pouco mais de uma semana, foi aberto o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), que resultado na ampliação da apuração de possíveis irregularidades. O Ministério Público também apura uma série de despesas em nome do Corinthians durante o mês de outubro de 2023, na reta final do mandato de Duílio Monteiro Alves, após matéria publicada pelo ge.globo. Clique aqui para conferir.
O MP-SP suspeita de crimes como apropriação indébita – uso do cartão do Corinthians para favorecimento pessoal -, crimes de estelionato, furto qualificado, falsidade ideológica e associação criminosa. Nos próximos dias, o órgão deve realizar oitivas com Osmar Stabile (presidente interino), Armando Mendonça (vice-presidente) e Romeu Tuma Jr (presidente do Conselho Deliberativo).
O trio seria ouvido na última quarta-feira, 6 de agosto, mas solicitaram as oitivas como testemunha em outra data. O Ministério Público pediu ao Corinthians um conjunto de informações e documentos do clube e seus órgãos.
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