Vagner Mancini concedeu entrevista coletiva neste sábado (19) e falou sobre o próximo compromisso do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O Timão recebe o Goiás na próxima segunda (21) pela 26ª rodada do torneio desfalcado de Víctor Cantillo. O volante teve com um estiramento no músculo adutor da perna direita e está em tratamento. Com isso, o treinador tem dúvidas para formar o meio-campo do Timão para o jogo diante do Esmeraldino. Questionado, Mancini deu pistas de que não deve usar um volante na partida, e sim, um armador.
“Essa é uma pergunta que ainda não tenho resposta, estou buscando alguém que possa me dar o que o time vai precisar. Diferente do Cantillo, tenho outros volantes. Posso usar outro jogador e mudar a forma de jogar, se entendermos que o Goiás vai jogar com linha de cinco atrás. Menos marcação e mais armação, para termos mais a bola nos pés”, explicou.
Mancini não espera um jogo bonito contra o Goiás. Em suas impressões, o Esmeraldino deve baixar as linhas para se defender, encurtar os espaços e jogar nos erros do Corinthians.
“Veremos um outro jogo. São Paulo nos atacou o tempo todo, é o líder. Nos aproveitamos de uma estratégia que deu certo. O jogo contra o Goiás é diferente. Equipe deles vai baixar as linhas e tirar nosso espaço de jogo. E isso provoca erros seguidos. É preciso arriscar, achar linhas de passe. Torço para falar de grande atuação na entrevista coletiva, mas não estou esperando isso.”
“Vamos ter dificuldade por entender que jogo requer mais de uma equipe que se arrisca, que erre, que batalhe, que não fique atrás. É o que peço: não desanimar, se superar. Jogo técnico talvez seja afetado. Vitória talvez desenhada de outra forma. Goiás melhorou no campeonato, temos que respeitar e fazer o melhor para vencer. Em termos plásticos, talvez esse seja diferente”, analisou.
O treinador defendeu Jô das críticas e ainda confirmou que o atacante deve voltar à equipe titular, após cumprir suspensão contra o São Paulo.
“É uma questão de característica. Não adianta pedir para o Jô o que ele não consegue dar. Jô é jogador com função específica, é pivô, ataca bem a bola, é artilheiro. Temos que entender. A estratégia para o jogo do São Paulo foi uma, para o Goiás é outra. Precisaremos de um jogador de área, e aí casa mais com o Jô. Nenhum jogador é igual. Sempre tem ganho de um lado e perda de outro. Eu preciso entender o que é mais interessante para a equipe”, finalizou.
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