Dorival Jr. demonstra segurança e rebate críticas por declarações no Corinthians: “Eu sustento”

  • Por Henrique Vigliotti/Redação da Central do Timão

Neste domingo (15), após o empate por 1 x 1 entre Corinthians e Santos, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva, analisou o desempenho da equipe no clássico, e falou sobre uma suposta pressão sofrida nos bastidores por suas recentes declarações públicas.

Primeiramente, o treinador analisou o confronto e afirmou que o Timão merecia melhor sorte no clássico e conquistar os três pontos: “Jogo que controlamos praticamente dos 15 iniciais até o fim da partida. Buscamos um ímpeto maior, acelerando como deu a troca de passes, buscando infiltrações. Foi uma partida difícil de jogar. Muito truncada e disputada”, iniciou Dorival.

O treinador também foi enfático ao falar sobre a pressão sofrida nos bastidores políticos durante a semana, ressaltando não se arrepender de nenhuma das declarações feitas, principalmente sobre a proposta do Milan pelo volante André, que foi recusada pelo Timão.

“Isso é para vocês terem assunto, senão o futebol fica chato, monótono. E se essa pressão foi por algo que eu falei, eu repito. Sustento o que eu falei, porque era para o bem do clube. Mas eu sabia que viriam espetadas. Só que foi muito importante esse posicionamento pro clube, mostrou para o mercado que não vendemos por qualquer preço. Vai valer muito mais o André, é só aguardarem e verão que o Corinthians tomou a decisão correta. Fiz isso em Santos com Gabigol e São Paulo com Beraldo e os clubes não se arrependeram, venderam por mais que o dobro”, pontuou o treinador.

“Tivemos uma partida ruim mesmo. Se tiver que dar resposta a todo momento, é só fazer o levantamento de como o clube estava quando cheguei. Se for negativo, dou minha mão à palmatória. Sou tranquilo, faço o meu trabalho. Estou diariamente com o Marcelo (Paz) e com o presidente conversando. A partir do momento que eles definirem que o ideal não é minha permanência, não há motivo para postergar isso. No Brasil, é muito estranho esse comportamento. Cada rodada, o treinador serve ou não serve, dependendo de vitórias e derrotas. Por isso estamos na contramão do mundo. Me preocupo com meu trabalho e com a responsabilidade de estar à frente.”

O treinador finalizou explicando o motivo de não ter participado do encontro entre o elenco e as torcidas organizadas do Corinthians, realizado na última sexta-feira (13), no CT Dr. Joaquim Grava.

“Não estava porque não sabia que aconteceria naquele dia e momento e tinha exames já marcados previamente. Acompanhei boa parte do treinamento e saí faltando poucos minutos para a finalização. Não sabia o que aconteceria, senão estaria presente. Não fujo a esse tipo de compromisso. Não teve agressão, tudo dentro da normalidade, não é o ideal, mas isso faz parte do momento que estamos vivendo. Um dia acabou acontecendo uma atuação inexplicável como foi contra o Coritiba, pelo tempo que trabalhamos, semana proveitosa, mas atuação inexplicável”, concluiu.

Após o empate contra o Santos, o Corinthians viaja para Santa Catarina, onde enfrentará a Chapecoense na próxima quinta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), na Arena Condá, em Chapecó, em partida válida pela sétima rodada do Brasileirão.

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