- Por Henrique Vigliotti/Redação da Central do Timão
O processo movido pelo empresário Washington Araújo contra o Corinthians, no qual ele reivindica valores por uma suposta intermediação no acordo de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, firmado em 2024 durante a gestão de Augusto Melo, ganhou um novo capítulo na esfera jurídica.
Em despacho publicado na última quinta-feira (5), o juiz André Augusto Salvador Bezerra, responsável pelo caso, determinou que o Corinthians tem o prazo de 15 dias para se manifestar e apresentar sua defesa. Na ação, o empresário solicita R$ 8,4 milhões do clube, valor que afirma ter direito a receber pela suposta intermediação no acordo de patrocínio com a casa de apostas. A informação é do portal Meu Timão.

Na petição inicial, Washington Araújo afirma que requereu os valores por ter sido, ao lado de Toninho Duettos e Sandro Ribeiro, um dos responsáveis por reunir, ainda no fim de 2023, representantes da VaideBet com o então presidente do Corinthians Augusto Melo e o ex-diretor administrativo Marcelo Mariano. Segundo ele, foi nessa reunião que se chegou ao acordo de patrocínio posteriormente anunciado pelo clube em janeiro de 2024.
De acordo com o que alega Washington Araújo, após esse primeiro acerto de patrocínio, ele e os outros dois intermediários foram afastados das tratativas. Ainda de acordo com o empresário, a intermediação passou a ser atribuída à Rede Social Media Design, empresa ligada a Alex Cassundé, que teria sido indicada para receber os valores da comissão em lugar do trio de empresários anteriormente citado.
O valor total da intermediação, segundo a ação, seria de R$ 25,2 milhões. Com base nesse montante, Washington Araújo pleiteia o pagamento de um terço da quantia, o que corresponde a R$ 8,4 milhões.
Em julho do ano passado, a Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réus Augusto Melo, os ex-dirigentes Marcelo Mariano e Sérgio Moura, além do empresário Alex Cassundé, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto. A acusação é resultado de investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o MP para apurar suspeitas de irregularidades no contrato de patrocínio firmado entre o clube e a VaideBet.
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