- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na noite do último domingo (8), o Corinthians enfrentou o Palmeiras, na Neo Química Arena, em duelo válido pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista de 2026, e acabou perdendo pelo placar de 1 x 0. O resultado fez com que o Alvinegro caísse da quarta para quinta posição da tabela geral do estadual com 11 pontos (três vitórias, dois empates e uma derrota – nove gols marcados e seis sofridos).
Instantes após o apito final, o volante Raniele conversou com os jornalistas na zona mista. O camisa 14 fez uma análise do desempenho da equipe no Derby, falou sobre o número reduzido de cartões amarelos que vem recebendo, citou a atitude do meio-campista Andreas Pereira antes da cobrança de pênalti do atacante Memphis Depay e a situação de José Martínez perante ao elenco após o imbróglio com a documentação na Venezuela.

Análise do desempenho do Corinthians no Derby pelo Paulistão
“Acho que todo mundo queria vencer, todo mundo queria sair com os três pontos no anjo e ganhar um Derby, que não é uma importância gigantesca no ano dos dois clubes, mas se analisar fielmente o desempenho da gente, a gente vem evoluindo, foi um jogo que a gente foi constante, que a gente dominou o adversário. Não vencemos, óbvio, mas acho que se a gente manter esse espírito pro resto da temporada e caprichar um pouquinho mais as nossas chances de gol, caprichar um pouquinho mais a nossa defesa, acho que a gente vai ter um time muito sólido e muito difícil de ser batido.”
Número reduzido de cartões amarelos que vem recebendo
“Eu dificilmente fico fora de jogos, no ano passado eu consegui fazer 52 ou 54 jogos, se não me engano. E uma das coisas que me tiravam dos jogos era a suspensão Então é lógico, se eu tiver que matar um contra-ataque, fazer alguma coisa eu vou fazer Mas tomei alguns amarelos ano passado por reclamação, faltas bobas e acho que eu tenho me policiado muito quanto a isso. Acho que eu tenho que filtrar os cartões bobos que eu tomava, os cartões inúteis. Então acho que se for pra fazer uma falta, matar uma jogada, matar um contra-ataque eu vou fazer. Então, é algo que eu tenho policiado mais em relação aos cartões que eu tomava que eu achava que eu poderia não tomar.”
Algum fator específico para a derrota no clássico contra o Palmeiras?
“Eu não sei se teve um fator, eu acho que a gente tem que caprichar um pouco mais na finalização e nos momentos finais do jogo tá com a atenção dobrada, eu acho que é isso, é algo que a gente precisa, lógico. Já tive esse lance várias vezes na temporada, da gente cobrar o lateral Garro e ele virar e acertou várias vezes, então não cabe aqui dizer que não, ele fez, a jogada não fez. A jogada é essa, a gente treina pra isso, treina pra ter aquele espaço ali e ele fazer aquele lance, então não cabe muito jogar o jogador, acho que cabe muito mais a gente pensar no que a gente pode fazer além desse lance. A gente poderia estar mais composto defensivamente, a gente poderia ter feito um ou dois gols antes e ter matado o golpe, mas agora não adianta, acho que a gente tem que pensar no nosso desempenho, que na minha opinião, na minha visão, foi um bom desempenho e manter isso pro resto da temporada, porque a gente precisa evoluir mais lento.”
Atitude de Andres Pereira em danificar a marca do pênalti
“Se fosse por meio daquele pênalti que o Veiga bateu e errou, por exemplo, se a gente tivesse feito aquilo ali. Perdeu porque a gente fez também, então cabe muito mais uma punição do juiz ou o momento em que ele está fazendo aquilo ali a gente não deixar do que realmente vir aqui e dizer que aquilo ali é anti-jogo. Porque se a gente faz e dá certo também, a gente ia sair como esperto. Então não acredito muito nisso aí de eu vir aqui chorar, dizer que é anti-jogo, é desleal. Cara, faz parte do jogo, faz parte do jogo. Lógico, com certeza, a gente não pode deixar dentro de casa o cara fazer aquilo ali. O juiz também tem que estar atento, o banderinha não sei, tem que estar vendo. Porque ele não bateu o pé, ele ficou lá, então não sei, não adianta vir aqui agora. A gente errou em deixar ele ter feito aquilo. O juiz também poderia ter punido, então faz parte.”
Arbitragem
“A gente tinha que ir na proposta que a gente tinha de ter dinâmicas ali de saída de jogo e toda vez que a gente saía para procurar contra-ataque, era uma falta e eles paravam o jogo. Cara, acho que o futebol seguiu de toda maneira, ano passado também a gente ganhou deles jogando em bola parada, fazendo um jogo desse jeito que eles fizeram hoje, então o futebol seguiu de todo jeito e hoje a gente jogou muito bem, mas o adversário saiu vencedor, então vou errar os pontos que a gente errou para poder ver os próximos jogos.”
Lições da derrota para o Palmeiras no Paulistão
“Eu acho que para a gente caprichar um pouco mais ali no último terço, é tentar fazer um jogo em uma dinâmica um pouco mais rápida. Eles estavam parando o jogo realmente, fazendo muita falta. A gente tem que acelerar um pouco mais nossos passos. Talvez soltar o bolo um pouco mais rápido, enfim. São coisas que a gente tem que ver, mas agora é difícil também. O jogo está muito frio na minha mente ainda. A imagem que eu tenho é de dentro de campo, então eu preciso ver também o que aconteceu. Eu vi de cima as opções que a gente tinha, então acho que é coisa que a gente vai avaliar um pouco mais durante a semana e saber o que a gente pode fazer.”
Situação de José Martínez
“Ele já tinha se explicado para o Dorival, a gente conversou com ele, ele se explicou para a gente também, pediu desculpa, tudo. É uma atriz com muito mais diretoria jogador do que jogador jogador. A gente é um cara que nos ajudou muito ano passado e a gente não pode simplesmente excluir o jogador, é um cara que pode sim ajudar a gente. Então eu espero que a situação dele se resolva, que ele possa voltar para as reuniões, que a gente possa contar com a ajuda dele também.”
Time piorou no jogo após a penalidade perdida?
“Foi o contrário, acho que depois do pênalti foi que a gente melhorou, a gente conseguia pressionar o adversário também, a gente conseguia sair da pressão deles e o jogo continuou na mesma tônica do que antes do pênalti, a gente conseguiu impor o nosso ritmo se focar neles, jogar eles para trás o pênalti foi um fato que aconteceu, a decisão do jogador infelizmente errou, mas também já fez várias vezes para nós. Então, acontece, a gente tem que seguir eu acho que depois do pênalti a gente conseguiu, se não me engano, evoluir, mas é o que eu falei, é uma imagem que eu tenho muito fria na mente ainda, eu preciso ver mas na minha opinião a gente conseguiu controlar o jogo todo.”
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