Justiça homologa RCE do Corinthians e centraliza pagamento de dívidas do clube

  • Por Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Corinthians obteve a homologação do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo jurídico que organiza o pagamento de dívidas decorrentes de execuções judiciais movidas contra o clube. Na decisão publicada na noite de terça-feira (20), o juiz concluiu que o Timão corrigiu falhas apontadas em decisões anteriores, apresentou os documentos exigidos por lei e detalhou de forma satisfatória como pretende pagar os credores sem comprometer seu funcionamento.

A decisão é considerada um passo importante na reestruturação financeira do clube e estabelece regras claras para a quitação dos débitos, com início dos repasses previsto para março de 2026, com base na arrecadação registrada no mês de fevereiro

O valor total do RCE foi atualizado de R$ 190 milhões para cerca de R$ 450 milhões, aumento que se explica pela aplicação de correções monetárias e, sobretudo, pela inclusão de novos credores no plano aprovado. Embora o regime tenha sido concebido para abarcar credores com execuções já ajuizadas, o Corinthians decidiu ampliar seu escopo e incluir também aqueles que tinham direito de ingressar com ações, mas ainda não o haviam feito, a fim de garantir que todos os passivos sujeitos ao regime fossem contemplados. A informação foi divulgada inicialmente pelo canal Boletim Corinthiano e confirmada pela Central do Timão.

Com a homologação, o Corinthians assume o compromisso de pagar a totalidade dos credores abrangidos pelo RCE, e não apenas aqueles que já haviam executado judicialmente o clube. A iniciativa foi considerada uma solução jurídica mais transparente, pois antecipa possíveis execuções futuras e as integra ao plano de pagamento, o que evita favorecimentos e disputas posteriores.

Nos próximos passos do processo, os credores serão intimados pela Justiça a apresentar seus dados bancários para viabilizar os depósitos. Os pagamentos mensais seguirão o cronograma definido no plano homologado, com duração total de dez anos, e serão calculados com base na arrecadação do clube, que prevê a destinação de 4% da receita no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano.

O juiz também afirmou que até 20% da receita do clube pode ser usada para quitar dívidas antigas, mesmo aquelas que não fazem parte diretamente do RCE, como compromissos com a Caixa Econômica Federal, tributos e decisões da CNRD, desde que sejam anteriores ao pedido do regime. Caso existam recursos já bloqueados em contas judiciais, a administradora judicial deverá apresentar um plano de divisão desses valores.

A aprovação do RCE é vista internamente como um instrumento estratégico para dar previsibilidade às finanças do Corinthians, reduzir o volume de litígios judiciais e permitir que o clube avance em um processo mais estruturado de equilíbrio financeiro.

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