- Por Mirella Ramos / Redação Central do Timão
O Corinthians protocolou um recurso para tentar interromper o inquérito que avalia a possibilidade de uma intervenção judicial no clube. A apuração é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que, por sua vez, contestou os argumentos apresentados pela diretoria alvinegra e defende a continuidade do processo. A informação foi inicialmente divulgada pelo Estadão.
No documento encaminhado às autoridades, o departamento jurídico do Corinthians solicita o arquivamento da investigação. A principal alegação é de que uma eventual intervenção seria uma medida extrema, considerada desproporcional pelo clube, que afirma existir alternativas menos severas para lidar com os problemas administrativos e financeiros, como a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A diretoria também sustenta que a situação financeira do Corinthians não difere substancialmente da realidade enfrentada por outros clubes brasileiros endividados e que, nesses casos, não houve iniciativas semelhantes por parte do Ministério Público.
Outro ponto levantado no recurso é o conjunto de medidas adotadas recentemente para enfrentar a crise institucional. Entre as ações citadas estão a reprovação das contas da gestão anterior, a criação de um comitê específico para reestruturação financeira e a abertura de negociações com a Caixa Econômica Federal e com a União. As tratativas envolvem a revisão das condições do financiamento da Neo Química Arena e de débitos tributários.
O Ministério Público, entretanto, se posicionou de forma contrária ao pedido do clube. Em sua manifestação, o órgão afirma que há indícios suficientes de má gestão, desorganização administrativa, fragilidade econômica e instabilidade política, o que justificaria a manutenção do inquérito. O MP-SP também ressalta que sua atuação está amparada pela Lei Geral do Esporte e pela Lei Pelé, que estabelecem obrigações de transparência e responsabilidade na gestão das entidades esportivas.
Segundo a Promotoria, a apuração tem como objetivo resguardar os interesses do próprio Corinthians. Caso o processo avance, o acompanhamento seguirá sob responsabilidade do Ministério Público.
Neste momento, o inquérito segue com efeito suspensivo. A definição sobre a continuidade ou não da investigação depende de análise do Conselho Superior do Ministério Público, que ainda não emitiu decisão final sobre o caso.
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