O Corinthians voltou de Araraquara com um empate sem gols diante da Ferroviária, na noite da última quinta-feira, em duelo válido pela 13ª rodada do Campeonato Paulista Feminino. Após o clássico, o técnico Lucas Piccinato avaliou o desempenho da equipe e considerou o placar aceitável diante das circunstâncias impostas pela expulsão de Thaís Regina no início da segunda etapa.
Segundo o treinador, o confronto teve dinâmicas bem diferentes entre o primeiro e o segundo tempo, especialmente pela inferioridade numérica após o cartão vermelho recebido pela zagueira.

“Foi um jogo com dois tempos bem distintos, né? Enquanto teve 11 contra 11, um jogo muito disputado, um jogo em que as duas equipes tiveram oportunidades e ninguém conseguiu marcar. E aí, no segundo tempo, 11 contra dez (expulsão da Thaís Regina), se transforma em outro jogo, né? A gente tem que correr um pouco mais, tem que se posicionar num bloco mais baixo, que não é o que a equipe gosta de fazer, mas acho que a equipe deu tudo de si para conseguir sair daqui com um ponto. A gente nunca vai comemorar empate, mas acho que é um resultado que, dentro das circunstâncias do jogo, foi bem positivo na nossa visão”, afirmou à Rádio Coringão.
Piccinato também demonstrou forte insatisfação com a arbitragem de Ana Caroline D’Eleutério. A juíza expulsou Thaís Regina por acúmulo de cartões e ainda puniu Duda Sampaio, Mariza, Andressa Alves e o auxiliar Brenno Basso. Do lado da Ferroviária, apenas uma jogadora foi advertida, algo que, para o técnico, não condiz com o equilíbrio do jogo.
“Acho que a expulsão condiciona muito. Uma expulsão, na minha visão, equivocada, no sentido de que a árbitra não deu o cartão no primeiro momento. Ela foi dar porque o banco da Ferroviária cobrou a falta e, a partir disso, acho que ela se complicou um pouco no jogo. Cinco cartões pra gente e um pra Ferroviária, num jogo muito disputado, pra mim não tem muito sentido, e acho que a arbitragem não teve uma noite feliz hoje”, comentou.
Com a equipe já garantida na semifinal e na liderança da primeira fase, o Corinthians encarou a partida sob um peso competitivo diferente, o que, segundo Piccinato, influencia diretamente a resposta física e emocional das atletas.
“É óbvio que, quando você está numa sequência de muitos jogos, como a gente está, e entra em uma sequência de partidas que não têm tanto peso quanto as que estávamos jogando, naturalmente o corpo reage de uma forma diferente do que se fosse um jogo mata-mata, valendo classificação. Isso é natural. Acho que a gente teve uma postura muito boa no primeiro tempo, tendo a posse da bola e controlando o jogo. Óbvio, o adversário também é muito bom e também gerou suas oportunidades. Acho que a gente correu muito para tentar inibir as ações do time da Ferroviária e fomos muito felizes nesse sentido”, avaliou.
O Corinthians agora se volta para a última rodada da fase classificatória, quando enfrenta o Realidade Jovem neste domingo, às 19h30, no José Liberatti, em Osasco. O treinador explicou que ainda fará avaliações internas para definir quem será utilizado, considerando desgaste físico, risco de suspensão e possíveis necessidades de preservação de titulares.
“A gente vai reavaliar quem está em condições, quem tem problema de cartão, avaliar quem tem, fisicamente, condição de entrar em campo e colocar o seu melhor. A gente entende, obviamente, que é um jogo entre o primeiro e o último do campeonato, mas precisamos pontuar, fazer três pontos para terminar bem essa primeira fase e colocar o Corinthians no mata-mata com uma distância boa para o segundo colocado”, concluiu.
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