Meia do Corinthians lamenta má fase da equipe e avalia trabalho de Dorival Júnior

  • Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O Corinthians recebeu, na noite do último sábado, 16 de agosto, o Bahia, na Neo Química Arena, em duelo válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro e acabou perdendo pelo placar de 2 x 1. O gol corinthiano foi marcado pelo atacante Gui Negão. O resultado deixou o Alvinegro apenas na 14ª colocação com 22 pontos (cinco vitórias, sete empates e oito derrotas – 19 gols marcados e 25 sofridos).

Instantes após o apito final, o meia Rodrigo Garro concedeu entrevista à imprensa na zona mista e foi questionado sobre o momento do Corinthians tanto dentro como fora de campo, além da responsabilidade dos atletas: “Sim, a verdade é que, quando eu falei (na saída do gramado) estava chateado, triste, estou triste com a situação da tabela, com a situação do meu jogo. Sabendo que não pude ajudar o time, eu não consegui. O time não conseguiu o resultado que esperava.”

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

“Sabemos que a cobrança é muito grande. O jogador bota a cara, o jogador assume a responsabilidade, o grupo está triste com o resultado, com a situação. O grupo estava em situações muito piores para se recuperar, e no ano passado terminamos em um grande nível nível. Já sabemos, mas não queremos voltar a isso.”

“Eu também, pessoalmente, não quero que o torcedor passe de novo o que aconteceu no ano passado, de brigar lá embaixo na tabela, não quero mais isso. Como falei quando cheguei, quero brigar por coisas importantes. O time é muito grande para ficar olhando para a parte debaixo da tabela. E eu, pessoalmente, fico chateado por isso, porque não quero mais brigar por isso”, iniciou.

Em seguida, avaliou o trabalho do técnico Dorival Júnior, que está no cargo deste o final de abril. Desde então, foram 21 jogos – oito vitórias, sete empates e seis derrotas. O camisa 8 ponderou também as dificuldades do comandante em escalar a equipe, visto os desfalques de peso do Corinthians, como os atacantes Memphis Depay e Yuri Alberto.

“O trabalho do técnico também está sendo feito, infelizmente perdemos jogadores muito importantes. É por isso que digo que não é só o Dorival, não é só o Garro, não é só o Yuri Alberto. É um Corinthians que precisa fazer muitas coisas acontecerem. Acho que estamos longe do que queremos.”

“Se vermos hoje, demonstramos caráter, merecemos ganhar o jogo, mas estamos naquela fase em que se paga caro o erro. Mas o trabalho do técnico está fazendo seu trabalho. Como eu disse, hoje, cinco garotos em campo, também parabenizo eles. Acho que jogaram bem, o Gui Negão, o Kayke assumiram a responsabilidade em um jogo difícil, num time onde a cobrança é muito grande e fico feliz por eles.”

Posteriormente, descartou possibilidades de saída do Corinthians e ressaltou o sentimento de tristeza diante da situação do time. Garro também respondeu o que estaria faltando para o time retomar as vitórias no Brasileirão. Nas últimas 11 rodadas, foram apenas uma vitória, além de seis empates e quatro derrotas.

“Meu coração está partido. Como eu disse, sempre digo a verdade, Fico muito triste quando começamos a olhar para baixo, quando começamos a pensar em não brigar por Copa. Estou aqui e sei como é difícil, neste um ano e meio que estou aqui, sei como é difícil quando o clube não está bem, porque houve uma situação muito difícil no ano passado que conseguimos reverter. Mas, felizmente, nós, no que diz respeito aos jogadores, somos os mesmos jogadores, nos esforçamos muito. A equipe é dedicada, a equipe trabalha, o técnico trabalha, mas a somatória dos resultados fazem com que a equipe tenha uma caída nos resultados, como no mental. Mas estamos trabalhando para reverter a situação, acho que vamos reverte-la.”

“É difícil, difícil se posicionar, falar sobre o que está faltando. Como eu disse, estamos em uma fase em que você paga caro pelos seus erros. Outras vezes, a gente ganha os jogos no estilo Corinthians, como a gente colocou o rival (Palmeiras, na Copa do Brasil) desde o primeiro minuto e tentando vencer. Mas quando as coisas não acontecem, você tem que colocar os pés no chão, ter a humildade de reconhecer seus erros. Eu também sei que não estou na melhor fase, não estou confortável, mas trabalhei duro. Quando eu jogava e fazia o time ganhar, não era o melhor e agora não acho que sou o pior”, continuou.

Por fim, o meia comentou sobre o duelo diante do Vasco, no próximo domingo, 24 de agosto, às 16h (horário de Brasília), em São Januário, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ele também respondeu sobre o que passar aos companheiros, como capitão, sobre a importância do jogo, em duelo direto na briga contra o rebaixamento.

“Um jogador que coloca essa camisa sabe que a cobrança é muito grande. E por isso falo que o futebol é dentro de campo, mas também é um pouco fora dele. Todos juntos fazemos o Corinthians muito melhor. Corinthians é muito grande para pensar em brigar lá embaixo. É por isso que é fico triste, chateado e me dói a situação. Começar a passar confiança para os meninos que estão chamando a responsabilidade neste momento e trabalhar.”

“Sim, é por isso falo que não é só o Yuri Alberto, Rodrigo Garro , Fabinho Soldado. A cobrança só no Dorival. Acho que a gente também tem um time onde tem muitos garotos, onde a cobrança sobre eles também passa a ser parte deles, mas a gente trata de passar tranquilidade. Eu sei que o Gui Negão, o Kayke, todos os jogadores que estão nos ajudando muito, são de muita qualidade, mas quero tirar a responsabilidade e cobrança sobre eles e prefiro que fique com nós.”

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