- Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão
Na noite da última quarta-feira, 6 de agosto, o Corinthians venceu o Palmeiras por 2 x 0, no Allianz Parque, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O lateral-esquerdo Matheus Bidu e o meio-campista André Carrillo marcaram os gols do Alvinegro. Com o resultado, o clube do Parque São Jorge avança às quartas de final depois da soma de placares ficar em 3 x 0.
Pouco tempo depois do apito final, o técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva à imprensa e fez uma análise da classificação corinthiana diante do maior rival: “Partida bem disputada, desde o primeiro minuto estávamos concentrados, focados, entendendo a importância do resultado. Quando aconteceu a expulsão, por incrível que pareça, tivemos uma quebra no posicionamento. No intervalo, buscamos correções, posicionamentos alterados, melhoramos muito, começamos a pressionar novamente, trabalhamos bem a bola.”

“Foram dois gols de bola parada que fizeram com que destravássemos a partida. Fico muito feliz, é um momento muito difícil que estamos atravessando, todos sabem, o Corinthians vivendo um momento complicado, lá dentro estamos resolvendo tudo com os atletas que estão integrados, buscando estarem muito próximos, juntos para que possamos encontrar um caminho e uma solução”, iniciou.
Em seguida, foi questionado sobre a estratégia para a partida e ressaltou que a equipe vinha merecendo melhores resultados pelo desempenho das últimas partidas, citando o empate por 1 x 1 contra o Fortaleza, em Itaquera, pela penúltima rodada do primeiro turno do Brasileirão.
“Nos preocupamos com detalhes, preparamos a equipe nessas duas últimas semanas, graças a Deus conseguimos passar por um grande adversário. Estamos começando a encontrar um caminho um pouquinho diferente. O resultado do fim de semana já mostrava isso. Quando não acontecem vitórias, tudo se apaga, no Brasil é assim.”
“Já no domingo merecíamos ter uma sorte melhor em razão do que fizemos desde o primeiro momento. Não acontecendo isso é natural que tivemos que ter uma vitória diante de uma das três melhores equipes da competição. Fico feliz, é um caminho que enfrentei em outras equipes, outros momentos, enfrentando nessa fase adversários complicados, que nos levaram a uma situação importante na competição”, continuou.
Posteriormente, o comandante do Corinthians comentou sobre a evolução no desempenho do lateral-esquerdo Matheus Bidu que, recentemente, renovou seu contrato com o clube até dezembro de 2027. Na atual temporada, possui quatro gols e três assistências e recuperou a titularidade da posição, desbancando o Fabrizio Angileri.
“A gente dá atenção a todo que querem. Quando cheguei, tínhamos quatro laterais-esquerdos, eu tive que definir por dois ou três que pudessem permanecer, valorizando o máximo possível, tentando mostrar aspectos importantes para a posição, que eu acho importante. Bidu vem num momento de evolução, assim como Fabrizio (Angileri) vinha crescendo.”
“Hugo (Farias) também vinha bem, só o (Diego) Palacios não jogou comigo, não tive como dar oportunidade, não tinha como trabalhar com quatro atletas da posição. Esses três vinham num processo importante de evolução. A última atuação do Fabrizio foi num nível muito alto, isso nos deu boa condição dentro do jogo.”
Por fim, falou sobre o desempenho da arbitragem de Anderrson Daronco no Derby pela Copa do Brasil. Nos bastidores, o Corinthians enviou um ofício à CBF pedindo a alteração do VAR, que foi comandado por Caio Max Vieira – com polêmicas recentes referentes ao clube do Parque São Jorge.
“Temos que reconhecer porque foi uma arbitragem segura que passou. Uma transparência muito grande na partida e uma segurança aos jogadores. Eu acho que, independente do resultado, foi uma grande arbitragem, um exemplo de que nós (futebol brasileiro) temos coisas boas também acontecendo. Participei há pouco tempo em algumas reuniões de arbitragem, acompanhando um pouco toda essa movimentação, a preparação que é feita e deu para perceber o interesse que eles (comissão de arbitragem) têm de buscar correções e uma melhoria da arbitragem de um modo geral. “
“A pressão colocada em cima dessa partida em relação à arbitragem, ao VAR, foi altíssima. Eu acho que, independente do resultado, eu não estou falando pelo resultado, mas a maneira como se conduziu a arbitragem desde o início da partida, com toda a pressão exercida em cima, nós temos que enaltecer, temos que reconhecer também o trabalho dessas pessoas, que é muito difícil“, finalizou.
Agora, o Alvinegro voltará aos gramados na próxima segunda-feira, 11 de agosto, às 20h (horário de Brasília), para enfrentar o Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, pelo encerramento do primeiro turno do Brasileirão.
Confira abaixo outras respostas de Dorival Júnior na entrevista coletiva pós-Derby:
Copa do Brasil se tornou prioridade e seu histórico vitorioso na competição: campeão em 2010 (Santos), 2022 (Flamengo) e 2023 (São Paulo)
“A gente não pode pensar assim, qualquer adversário que tenha passado passou com méritos e teremos jogos muitos disputados. Serão equipes que merecidamente alcançaram resultados. É um torneio que é liberal, ao mesmo tempo ele proporciona a algumas equipes que não estejam vivendo um grande momento superarem equipes mais fortes. Isso se comprova a cada ano, a cada edição. Já vimos equipes que iniciavam competições sem projeção chegando a finais e sendo campeãs. Temos que ter respeito por todos, manter a situação que estava. Uma equipe que estava buscando equilíbrio, regularidade e padrão. É assim que temos que trabalhar.”
“Fico feliz de ter, em termos de Copa do Brasil, alguns números interessantes. O Santos de 2010 foi o time que mais fez gols numa edição de Copa do Brasil e dificilmente uma equipe atingirá o número de gols que fizemos. E quatro finais dessa competição. Para mim é muito importante, uma competição que valorizo muito, tenho certeza que me preparei de maneira diferente para ter chego numa situação como essa. Espero continuar contribuindo para que nossa equipe consiga essa evolução. Passando por um momento como esse, que possamos fortalecer esse grupo e buscar, se Deus quiser, uma passagem ali na frente. Todos que passaram, sem dúvidas, foi com merecimento. Natural que as fases fiquem mais difíceis daqui pra frente.”
Encontro com a torcida na saída do CT Dr. Joaquim Grava
“Acho que tudo o que acontece para ajudar, auxiliar, é um diferencial. Nossa torcida não tem nem como esconder, o que a torcida vem fazendo, não de hoje, para quem sempre jogou contra o Corinthians. Eu reconheço que dificilmente encontro atitudes como a que vejo com nossa equipe. Eles incentivam 90 minutos. Sempre aconteceu de uma maneira respeitosa, isso me chamou atenção sempre, só tenho a agradecer a compreensão, a percepção do momento da equipe. E alguns posicionamentos importantes que tem motivado o grupo.”
Blindagem do elenco do Corinthians em meio à crise política/financeira
“É um trabalho em conjunto isso, um trabalho desenvolvido pelo Fabinho e sua equipe. Fazê-los acreditar que podemos chegar, dar um passo a frente. De repente, pelo trabalho desenvolvido poderíamos melhorar. Eu falava isso, era impressionante o trabalho que desenvolvíamos e como os jogadores aceitavam tudo isso, mas eu não via os resultados que merecíamos. Tivemos oscilações, como foi no clássico contra o São Paulo, mas vínhamos fazendo partida com consistência, variações, mas os resultados não apareciam. Espero que continuemos dessa maneira, buscando evolução, crescimento e melhor colocação no Campeonato Brasileiro.”
Substituição de Abel Ferreira – Vitor Roque por Flaco López no intervalo do clássico
“São características diferentes, Abel deve ter tentado situação que tem observado. É difícil falar da equipe adversária. Nossa equipe estava muito bem postada, isso vinha dificultando a maioria das ações da equipe do Palmeiras, uma equipe que sempre apresentou grande volume de jogo. Desde a primeira partida tivemos uma postura equilibrada, isso dificultou o adversário nas duas partidas.”
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